– A moeda atinge menor valor após sexta sessão consecutiva em queda –
Impulsionado pela redução de 0,5 ponto percentual na taxa de juros dos Estados Unidos e em meio à expectativa pela decisão sobre a Selic no Brasil, o mercado financeiro brasileiro viveu um dia de contrastes. O dólar registrou sua sexta queda consecutiva, alcançando o menor patamar em um mês, enquanto a bolsa de valores recuou pela segunda sessão seguida, situando-se no ponto mais baixo dos últimos 35 dias.
O dólar comercial encerrou a quarta-feira (18) cotado a R$ 5,463, uma queda de R$ 0,026 (-0,47%). A moeda operou em leve baixa durante boa parte da sessão, mas acelerou a queda após o Federal Reserve surpreender o mercado com o corte de juros nos Estados Unidos. Essa desvalorização trouxe o dólar ao menor nível desde 19 de agosto, com uma retração de 3,4% acumulada desde o dia 10. No entanto, a moeda norte-americana ainda acumula alta de 12,57% no ano.
O alívio cambial não refletiu no mercado de ações. O índice Ibovespa da B3 fechou em 133.748 pontos, com queda de 0,9%, impactado pela retração no preço global do petróleo e a desvalorização das ações de empresas voltadas ao consumo. Esse recuo coloca o índice no menor patamar desde 14 de agosto.
As expectativas de política monetária dos Estados Unidos e do Brasil ditaram o ritmo dos mercados. Nos EUA, o corte dos juros básicos pelo Fed — o primeiro desde 2020 — reaquece a atratividade dos ativos de mercados emergentes. No Brasil, a expectativa é de que o Copom promova uma elevação de 0,25 ponto percentual na Selic, interrompendo dois anos de estabilidade. A iminente alta nos juros locais tende a aliviar a pressão sobre o câmbio, mas também pode intensificar a migração de investimentos de renda variável para a renda fixa, o que diminui o apetite por ações e contribui para a queda da bolsa.
Fonte: B3 / EBC
