Moeda registra novas perdas nesta terça após alta da véspera, mas atual patamar já está próximo do considerado de equilíbrio, limitando possíveis novas quedas
SÃO PAULO O dólar comercial volta a recuar nesta terça-feira (14) após subir forte na véspera e anular praticamente toda a perda da semana passada. A moeda segue o cenário no exterior, onde a divisa norteamericana também recua. O dólar registrou queda de 1,97%, cotado aos R$ 3,0623 na compra e R$ 3,0630 na venda. Porém, o recente movimento de perdas da moeda pode não seguir por muito mais tempo, é o que ressalta o analista da câmbio da NGO Corretora, Sidnei Nehme.
Segundo ele, o nível de equilíbrio da moeda está entre R$ 3,05 e R$ 3,10, o que limita o potencial de queda em relação ao atual patamar. “O nosso mercado de câmbio opera, após uma fase de volatilidade mais intensa causada por fatores internos, focando a busca de um preço de equilíbrio para a moeda americana, fundamental para a dinamização dos negócios da nossa economia nos setores dependentes, mas surgiu intempestivamente forte pressão externa de valorização do dólar que acabou determinando uma correção relevante no preço das moedas emergentes e mais moderada nas demais moedas”, destaca Nehme.
O analista lembra que a alta do dólar, principalmente no início do ano, se deu pela expectativa da possibilidade do Federal Reserve elevar os juros nos EUA na reunião que ocorre em junho, o que levou a moeda a disparar ante as outras divisas mundiais. Por outro lado, os recentes comunicados da autoridade americana trouxeram um alívio no mercado, já que começa a aumentar a chance de que a alta dos juros só venha a ocorrer no segundo semestre.
Por fim, Nehme lembra da melhora do ambiente político interno, que pressionou bastante a moeda até o início deste mês. “Sinais recentes de estabilização no mercado doméstico refletem melhor coordenação política do governo”, disse ele, que ainda completou destacando o fato de que esta animação com os ajustes levou as agências de rating a terem descartado a retirada do grau de investimento do Brasil no curto prazo.
Entre os riscos destacados pelo analista estão as novidades sobre juros nos EUA e Grécia, enquanto a possibilidade da Petrobras divulgar seu balanço pode trazer ainda mais alívio, já que, mesmo que os números sejam ruins ou piores que o esperado, a estatal estaria se livrando de um problema e um risco, que seria a não divulgação do resultado no tempo previsto.
No noticiário de hoje, destaque ainda para a atuação do Banco Central no mercado. O BC vendeu a oferta
integral de até 10,6 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 4 de maio, equivalentes a US$
10,115 bilhões. Até o momento, a autoridade monetária já rolou cerca de 45% do lote total.
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Fonte: InfoMoney Link:http://goo.gl/9PrCSX Autor: Rodrigo Tolotti Umpieres Data de publicação: 14/04/2015 |

