Mercado financeiro eleva projeção da inflação e ajusta câmbio para 2025

Focus indica aumento na expectativa inflacionária e revisão na cotação do dólar

O mercado financeiro revisou suas projeções econômicas para 2025, conforme o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 24 de fevereiro, pelo Banco Central. As estimativas para a inflação foram elevadas, enquanto a cotação do dólar sofreu ajustes.

Inflação em alta

De acordo com o relatório, a mediana das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2025 subiu de 5,60% para 5,65%. Este é o 19º aumento consecutivo na expectativa inflacionária, situando-se acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 4,5%. Para 2026, a projeção também foi ajustada, passando de 4,35% para 4,40%.

Estabilidade no PIB e na Selic

As previsões para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 mantiveram-se estáveis em 2,01%. Para 2026, a expectativa permanece em 1,70%. Em relação à taxa Selic, a mediana das projeções indica manutenção em 15% ao ano para o final de 2025 e redução para 12,5% ao ano em 2026.

Ajustes no câmbio

No que tange ao câmbio, o mercado financeiro revisou a projeção para a cotação do dólar no fim de 2025, reduzindo-a de R$ 6,00 para R$ 5,99. Para 2026, a estimativa permanece em R$ 6,00. Esses ajustes refletem a percepção dos analistas sobre o comportamento da moeda norte-americana frente ao real nos próximos anos.

Cenário econômico desafiador

O Comitê de Política Monetária (Copom) destacou, em sua última ata, que o cenário para a inflação de curto prazo é adverso, com pressões nos preços de alimentos devido a fatores climáticos e no setor de bens industriais, influenciados pelo câmbio. Além disso, o Copom sinalizou a possibilidade de novos ajustes na taxa Selic nas próximas reuniões, visando conter a inflação e alinhar as expectativas do mercado às metas estabelecidas.

Em resumo, o Boletim Focus desta semana reflete as preocupações do mercado financeiro com o aumento persistente da inflação e os desafios econômicos que o país enfrenta. A estabilidade nas projeções do PIB e da taxa Selic, aliada aos ajustes na cotação do dólar, indica cautela por parte dos analistas em relação ao futuro econômico do Brasil.


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