O dólar encerrou o dia cotado a R$ 5,61, alcançando a maior alta em um mês

– Ibovespa recua 1,37% e dólar acumula alta de 0,36% na semana –

Em um dia marcado por tensões no mercado financeiro, o dólar ultrapassou a barreira de R$ 5,60, encerrando o pregão no maior patamar em um mês. A bolsa de valores, por sua vez, reverteu a alta registrada na quinta-feira (10) e acumula uma queda superior a 1% na semana.

O dólar comercial fechou esta sexta-feira (11) cotado a R$ 5,615, com um acréscimo de R$ 0,027 (+0,5%). Apesar de iniciar o dia em baixa, a moeda ganhou força após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que mencionou a possibilidade de aumentar a faixa de isenção do Imposto de Renda para além de R$ 5 mil, em troca da taxação dos super-ricos.

Durante o pico do dia, por volta das 10h55, a moeda norte-americana alcançou R$ 5,65, a maior cotação desde 12 de setembro. Ao longo da semana, o dólar acumulou uma alta de 0,36%.

No mercado de ações, a tensão também foi palpável. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 129.992 pontos, apresentando um recuo de 0,28%. O indicador chegou a cair 0,78% pouco antes das 11h, mas a desaceleração da queda se deu em parte devido à valorização das ações de mineradoras, impulsionadas pela expectativa de estímulos econômicos por parte do governo chinês, grande consumidor de metais brasileiros. Ao longo da semana, o Ibovespa registrou uma queda de 1,37%.

Enquanto o dólar e a bolsa enfrentavam um desempenho inverso ao observado no mercado financeiro internacional — onde o dólar depreciou-se em relação às principais moedas de países emergentes e a bolsa norte-americana subiu após a divulgação de que a inflação ao produtor nos Estados Unidos permaneceu estável em setembro, abaixo das expectativas —, as declarações do presidente Lula sobre a tabela de isenção do Imposto de Renda foram recebidas com ceticismo. Apesar de sua proposta de financiar a elevação da faixa de isenção com a taxação dos super-ricos, os investidores demonstraram desconfiança quanto à viabilidade de aprovação de novos tributos pelo Congresso.


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