Já nas casas de câmbio de Fortaleza, na tarde de ontem, o dólar era vendido a até R$ 3,31. No mercado, além da alta do dólar, a Bovespa teve queda de 1,6% no pregão de ontem
A crise política levou o dólar comercial, usado no comércio exterior, a fechar próximo ao patamar de R$ 3,13 e a Bolsa a recuar 1,6% no pregão de ontem. Já nas casas de câmbio de Fortaleza, a moeda era vendida a até R$ 3,31.
O mercado foi influenciado pela divulgação, na última sexta, de nomes de investigados na Operação Lava Jato da Polícia Federal e pelas manifestações contrárias ao governo da presidente Dilma Rousseff, durante pronunciamento realizado neste domingo em várias cidades do país.
O dólar à vista, referência no mercado financeiro, subiu 2,17%, a R$ 3,116, maior valor desde 28 de junho de 2004. O dólar comercial, usado em transações no comércio exterior, encerrou o dia com valorização de 2,35%, a R$ 3,129, após atingir a máxima de R$ 3,134 durante o pregão. É o maior patamar de fechamento desde 22 de junho de 2004, quando encerrou a R$ 3,134.
A Bolsa também foi afetada pelo pessimismo no mercado financeiro. O Ibovespa, principal índice do mercado acionário, fechou com queda de 1,6%, a 49.181 pontos. Das 68 ações negociadas, 53 caíram, 12 subiram e três fecharam estáveis.
Dos políticos com foro privilegiado mencionados, 22 são deputados -18 do PP, dois do PMDB e dois do PT- e 12 são senadores -quatro do PMDB, três do PT, três do PP, um do PSDB e um do PTB.
“Há uma crise institucional. Já era difícil o país se recuperar sem crise, só com o movimento de uma oposição mais branda. Mas agora com os problemas junto à própria base, fica mais pesado”, avalia Sidnei Nehme, economista e presidente da NGO.
Com o relacionamento tenso, fica mais difícil para o Governo conseguir a aprovação das medidas de ajuste fiscal e, com isso, de alcançar sua meta proposta de superavit primário, de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB). “Isso pode causar uma mudança de opinião nas agências de classificação de risco, no sentido de achar que o governo não tem apoio. É um problema relevante politicamente”, ressalta.
O Brasil atualmente recebe grau de investimento das agências de classificação de risco -uma espécie de selo de bom pagador. Um rebaixamento significaria dizer que o país ficou mais arriscado para se investir. (da Folhapress. Colaborou Giovania de Alencar, especial para O POVO).
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Fonte: O Povo Link:http://goo.gl/8a8RNj Autor: O Povo Data de publicação: 10/03/2015 |

