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Dólar se mantém no patamar de R$ 2,00; Bolsa abre em alta

Moeda norte-americana superou os R$ 2

O dólar comercial se mantém no patamar de R$ 2 na manhã desta sexta-feira (22), considerado por operadores de câmbio o teto informal da moeda americana. Por volta de 9h59m, a divisa estava estável sendo negociada a R$ 2,009 na compra e R$ 2,011 na venda. 

Moeda norte-americana superou os R$ 2

O dólar comercial se mantém no patamar de R$ 2 na manhã desta sexta-feira (22), considerado por operadores de câmbio o teto informal da moeda americana. Por volta de 9h59m, a divisa estava estável sendo negociada a R$ 2,009 na compra e R$ 2,011 na venda. Desde janeiro, a moeda americana não atingia esse nível e, segundo analistas, se o dólar avançar um pouco mais cresce a expectativa de uma intervenção do Banco Central para derrubar a cotação. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em alta e às 10h15m subia 0,24% aos 55.712 pontos.

A maior alta é apresentada pelos papéis ON da PDG Realty, que se valorizam 1,40% a R$ 2,89, enquanto as ações ON da Usiminas apresentam a maior baixa, com desvalorização de 1,46% a R$ 10,78.

O dólar sobe por dois motivos principais. No exterior, cresceu a aversão ao risco com a situação indefifinda do Chipre. A pequena ilha do Mediterrâneio precisa de um socorro financeiro estimado em 17 bilhões de euros, mas até agora a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional não chegaram a um acordo sobre como socorrer o país. Na iminência de ficar insolvente, o Chipre provoca uma fuga de investidores para ativos mais seguros, como o dólar. A informação de que a Grécia absorverá as filiais de bancos cipriotas dá um alívio à situação. As Bolsas europeias estão em leve alta: o índice Ibex, da Bolsa de Madri, sobe 0,12%; o Dax, do pregão de Frankfurt, tem leve queda de 0,01%; o Cac, de Paris, avança 0,02% e o FTSE, de Londres, ganha 0,30%.

No mercado doméstico, o foco de pressão é o fluxo de dólares negativo para o país. Com menos dólares no mercado, os negócios ficam reduzidos e os investidores testam a disposição do Banco Central americano de intervir na cotação.

“O nosso mercado de câmbio revela baixa liquidez e este é um fator determinante de apreciação do preço da moeda americana. E temos a coincidência da situação indefinida no Chipre”, avalia Sidnei Nehme, da corretora de câmbio NGO.

Nehme não espera que o dólar permaneça acima de R$ 2,00, pois isto traria mais confusão e incertezas as já existentes sobre a política cambial e monetária. A expectativa dele é que o BC anuncie uma oferta de “swaps cambiais” para trazer liquidez ao mercado e a cotação recue.

Os juros futuros recuam a após o IPCA-15, uma prévia da inflação oficial, recuar em março. O índice ficou em 0,49%, menor do quem em janeiro. Mesmo assim, em 12 meses, a inflação pelo IPCA-15 está em 6,43%, quase no teto da meta estabelecido pelo BC, de 6,5%. O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2014 tem taxa de 7,77%, frente aos 7,84% no ajuste de ontem.

Fonte: Diário de Pernambuco
Link: http://goo.gl/gbElg
Autor: Agência O Globo
Data de publicação: 22/03/2013

 

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