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Dólar opera em queda nesta quinta e abre a R$ 3,22

Foi o maior salto mensal desde abril de 2003, quando foi registrada uma elevação de 13,23%.

O dólar recuou 2,61 por cento, a 3,3060 reais na venda, menor nível de fechamento desde 23 de julho de 2015 (3,2958 reais).

Na mínima do dia, o dólar chegou a R$ 3,2285, segundo a agência Reuters. Em 2016, a divisa acumula queda de 18,1%.

Neste pregão, o BC atuou pela primeira vez sob a batuta de Ilan, por meio de leilão de swap cambial reverso – equivalente à compra futura de dólares – anunciado após a moeda norte-americana cair fortemente nos últimos dias. Este tipo de intervenção no mercado serve para evitar uma queda acentuada da moeda.

O novo chefe do BC prometeu reduzir mais a exposio da entidade em swaps cambiais quando achar a janela de oportunidade para continuar baixando o estoque, quando e se for possvel. Mas também, diz o operador, sinaliza ao mercado que está vigilante em relação a uma depreciação muito acentuada do real. O dólar turismo recuou com mais força, fechando com desvalorização de 2,04% a R$ 3,35. Pela manhã, os ‘vendidos’ puxaram a cotação para baixo para terem uma liquidação mais favorável.

O dólar comercial perdeu 0,74% nesta sessão, a R$ 3,2140, menor valor também desde 21 de julho do ano passado, quando foi registrado R$ 3,1740. O mercado interpretou a declaração como uma sinalização de que não há piso para o dólar. Alguns operadores cogitavam que o BC de Tombini poderia ter como objetivo proteger as exportações da queda do dólar. Até então, as projeções eram de R$ 3,75, R$ 3,80 e R$ 4, respectivamente.

Além disso, investidores recebem bem a perspectiva de que bancos centrais de vários países podem reagir a eventuais turbulências financeiras com mais estímulos, destaca a Reuters.

Mercado vê ação discreta Em entrevista ao G1, o economista e diretor da NGO Sidnei Moura Nehme disse que a ação do BC foi reduzida. Para ele, o dólar pode terminar o ano entre R$ 3,60 e R$ 3,80, dependendo do cenário econômico e político. No final do dia, o dólar voltou a ficar acima de R$ 3,20.

No Brasil, a moeda americana recua mais de 2%, para a casa dos R$ 3,32, renovando as cotações mínimas do ano, e o Ibovespa sobe mais de 1,3%. O real é a moeda que mais se valoriza no mundo neste momento.

As declarações do presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, contribuem para o bom humor dos investidores. Hoje, o presidente do Banco da Inglaterra (BoE), Mark Carney, realimentou essa aposta ao declarar que poderá haver “algum relaxamento monetário” em agosto. Nosso balanço de pagamentos está próximo de zerar tudo que entra e tudo que sai.

Na Europa, a Bolsa de Londres tinha alta de 2,91%; Paris, +2,79%; Frankfurt, +2,24%; Madri, +2,94%; e Milão, +4,01%.

Na Bolsa de Nova York, o índice Dow Jones subia 0,68%; o S&P 500, +0,69%; e o Nasdaq, +0,72%. Petrobras ON perdeu 0,51% (R$ 11,51) e a PN caiu 1,26% (R$ 9,42), em dia de desvalorização do petróleo no mercado internacional.

“Ontem, tivemos a conclusão de um movimento que poucos acreditavam, principalmente pelo fato de ser um valor relativamente baixo, dado cenário interno e externo”, disse o analista gráfico e consultor de gerenciamento de risco da INTL FCStone, Caio Toledo.


Fonte: Journal Oleme
Link:http://journaloleme.com/2016/07/02/d-lar-opera-em-queda…
Autor: Luisa Abreu
Data de publicação: 02/07/2016


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