Fluxo cambial líquido de 19 à 23/11 negativo US$ 2,569bi, mês negativo US$ 3,720bi

O fluxo cambial divulgado ontem pelo BC envolvendo o período 19 à 23 revelou-se negativo em US$ 2,569 bilhões, sendo positivo comercial de US$ 2,904 bilhões e negativo financeiro de US$ 5,473 bilhões.

No mês o fluxo cambial líquido está negativo em US$ 3,720 bilhões, registrando comercial positivo de US$ 3,984 bi e financeiro negativo de US$ 7,705 bi. A posição dos bancos em 23/11 estava vendida em US$ 9,379 bi e considerados e deduzidos US$ 1,250 bi de linhas de financiamentos em moeda estrangeira com recompra (vencimento 4/12) tomados do BC, resulta líquido em US$ 8,129 bi.

Observa-se o seguinte, nesta semana de 19 a 23/11  há evidência de fluxo substantivo de saída de recursos do país da ordem de US$ 5,473 bi, com destaque para o dia 21/11 quando registrou US$ 4,077 bi.

Este montante de posição vendida líquida, US$ 9,379 bi já era mais do que sugestivo de que o Banco Central do Brasil oferecesse novos lotes de financiamento em moeda estrangeira com recompra para os bancos melhorarem seus níveis de liquidez no mercado à vista.

Aliás, os bancos desde o início do mês já vinham com posições vendidas crescentes, o que recomendava que o BC atuasse pró ativamente fomentando a liquidez do mercado à vista, o que não o fez inexplicavelmente.

No ano até 23/11 o fluxo cambial está positivo em US$ 14,654 bi, comercial positivo em US$ 43,472 bi e financeiro negativo em US$ 28,818 bi.

Importante observar que há um volume líquido de câmbio de fluxo cambial, data base 31/10,  a ser contratado (físico maior do que contratado), da ordem de US$ 11,723 bi, que será agregado ao fluxo comercial quando o câmbio for contratado.

Com a proximidade do final do ano a tendência é de se acentuar os volumes de saídas financeiras, e causou estranheza que o BC tenha se mantido inerte face o crescente volume de posições vendidas dos bancos.

Houvesse assim agido não teria havido a forte apreciação do preço do dólar no dia 26/11 da ordem de 2,50%, face a qual o BC procurou reagir no dia seguinte, ontem, com um discreto leilão de linhas de financiamento em moeda estrangeira com recompra da ordem de US$ 2,0 bi, para um total de exposição da ordem de US$ 9,0 bi, e hoje com mais US$ 1,0 bi, deixando “a esclarecer” com a divulgação do seu próximo, dia 5, informe sobre Fluxo Cambial se no dia 26/11 houve efetiva demanda substantiva de dólares no mercado a vista, ou uma oportuna tentativa dos “comprados” no mercado futuro de dólar de apreciar o dólar.

A indefinição sobre a crise fiscal e eventuais linhas de superação e adequação, com ênfase à Reforma Previdenciária, impõe prêmio de risco agregado na formação do preço da moeda americana, que assim tem um ponto de sustentação de baixa em R$ 3,70, mas que registrou um movimento bastante atípico pontualmente no dia 26/11 por efetiva demanda, a conferir, e um vacilo do BC que já deveria ter realizado leilão de linhas a semanas para prover o mercado a vista de liquidez, ou, por puro movimento especulativo pontual, que é o que nos parece.


Sidnei Moura Nehme
Economista e Diretor Executivo da NGO Corretora de Câmbio

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