Fluxo cambial líquido de 12 à 16/11 negativo US$ 524mi e mês negativo US$ 1,151bi

O fluxo cambial divulgado ontem pelo BC envolvendo o período 12 à 16/11  revelou-se negativo em US$ 524,0 milhões, sendo negativo comercial de US$ 39,0 milhões e negativo financeiro de US$ 485,0 milhões.

No mês o fluxo cambial líquido está negativo em US$ 1,151 bilhões, registrando comercial positivo de US$ 1,080 bi e financeiro negativo de US$ 2,231 bi.

A posição dos bancos em 16/11 estava vendida em US$ 6,810 bi e considerados e deduzidos US$ 1,250 bi de linhas de financiamentos em moeda estrangeira com recompra tomados do BC, resulta líquida em US$ 5,560 bi.

Observa-se o seguinte nesta semana de 12 à 16/11 não há evidência de fluxo intenso de saída de recursos do país.

Este montante de posição vendida líquida, US$ 5,560 bi já é sugestivo de que o Banco Central do Brasil oferte novos lotes de financiamento em moeda estrangeira com recompra para os bancos.

No mês de novembro até o dia 16/11 não há sinais de saída significativa de recursos financeiros líquidos do país, já que o fluxo financeiro líquido do mês até aquela data é  US$ 2,231 bi.

No ano até 16/11 o fluxo cambial está positivo em US$ 17,223 bi, comercial positivo em US$ 40,568 bi e financeiro negativo em US$ 23,344 bi, tendo sido este volume financeiro desfavorável pelo grande volume de saída de recursos aplicados em carteira de renda fixa (US$ 16,5 bi nos meses de agosto e setembro) motivados pela perspectiva, posteriormente confirmada, dos aumentos de juro americano.

Importante observar que há um volume líquido de câmbio de fluxo cambial, data base 31/10, a ser contratado (físico maior do que contratado), da ordem de US$ 11,723 bi, que será agregado ao fluxo comercial quando o câmbio for contratado.

Não há quaisquer sinais preocupantes de fuga de capitais estrangeiros do país.

Como se pode constatar as variações na formação do preço da moeda americana, revelando em alguns momentos certa volatilidade, não refletem demanda efetiva com pressão no mercado a vista e sim decorre dos posicionamentos de “comprados” e “vendidos” no mercado futuro e que se confrontam focando seus interesses.

A indefinição sobre a crise fiscal e eventuais linhas de superação e adequação, com ênfase à Reforma Previdenciária, impõe prêmio de risco agregado na formação do preço da moeda americana, que assim tem um ponto de sustentação de baixa em R$ 3,70 e os picos em momentos de stress causados pela percepção de demora e dificuldades em perspectiva, não conseguem elevá-lo acima de R$ 3,80 de forma sustentável.


Sidnei Moura Nehme
Economista e Diretor Executivo da NGO Corretora de Câmbio

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