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Do euforismo exagerado ancorado em anseios à decepção em números

O governo pós impeachment cultivou a geração das perspectivas favoráveis acostadas em fortes anseios que criavam perspectivas favoráveis.

Passado um curto período de tempo é possível se ter a convicção amplamente contraditória de que há duvidas efetivas se houve alguma melhora efetiva.

O dólar teve seu preço depreciado, porém os efeitos danosos sobre a economia brasileira são expressivos, de vez que o preço da moeda americana caiu na irrealidade, desestimulando ainda mais a retomada da atividade econômica, inibindo o investimento produtivo, e consequentemente o emprego que atinge números altamente negativos, com queda acentuada da renda e do consumo.

“Grosso modo”, temos atualmente um quadro econômico e fiscal tão ruim quanto antes, progresso efetivo não ocorreu.

Problemas de disputas políticas, em grande parte por ações defensivas no sentido de auto proteção ao alcance da lei, afora a robustez dos gastos que perdura sendo demandado.

E neste ambiente deletério condutor a descrença procura se valorizar a perspectiva de queda da taxa COPOM agora de 14,00% para 13,75%, algo amplamente desprezível num ambiente em que a forte recessão promove a queda da inflação de forma mais eficaz e mais rápida.

As projeções sugerem uma queda do PIB maior, da mesma forma que a queda da produção industrial, enfim dados amplamente ruins e preocupantes e se projeta queda da inflação, a rigor fruto da recessão e não de juro COPOM, e inexplicavelmente a taxa da moeda americana absolutamente fora do ponto, causando efeitos danosos à economia.

Este cenário conturbado político e altamente indefinido na área econômica e fiscal, permite que se questione: Que Brasil é este?

Certamente está difícil chegar a lugar algum e a perspectiva atual de que tudo pode ficar pior e a recuperação é efetivamente algo para se projetar para 2019/2020.

O fato é que o país não consegue sair do atoleiro em que cada vez se vê envolvido.

Na realidade precisa tomar um choque de realidade, enfrentar seus efetivos problemas, ser mais duro politicamente porque está jogando fora o apoio popular, para não ser igual ao governo deposto, que eivado de erros fazia o povo mais otimista.

O país precisa de investimentos e não de dólares especulativos como os que por aqui aportaram no novo governo, divisas que impactam na produção da indústria nacional, estimulando-a a crescer, exportar, gerar empregos e renda e colhendo as benesses desse contexto. E fundamentalmente investimentos na infraestrutura que tem inúmeras oportunidades e carências.

Enfim, o governo precisa mudar enquanto é tempo para confirmar as perspectivas otimistas que foram criadas, e, necessariamente esta mudança de atitudes passa por uma correta formação de preço da moeda americana, compatível com a situação decrépita da economia nacional.

Se inibir a realidade em prol da conquista de melhor performance da inflação, certamente em algum momento a realidade surgirá com força bastante para desorganizar mais ainda o quadro da economia nacional.

 

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