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Reações dos mercados são maiores do que as causas, fruto do estresse global!

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“Ambos os lados acertaram que devem trabalhar em conjunto e tomar ações práticas para criar condições favoráveis às negociações”, declarou Liu He, premiê chinês, via comunicado oficial”

Encontro previsto para OUTUBRO!!!!

E a reação dos mercados globalmente é sugestiva de que alguma decisão concreta tenha sido alcançada, quando na realidade é tão somente um sinal a mais na tumultuada relação entre China e Estados Unidos, sinalizando que se sentarão à mesa para mais uma sessão de “tapas e beijos”, que não sugere expectativas consolidadas de avanços concretas dados à diversidade dos interesses conflituosos presentes.

E observemos, é algo para quando “outubro chegar”, e até lá, com o Presidente Trump, em aberta campanha para a reeleição, não se pode descartar a ocorrência de “instabilidades” nas relações atropelando o otimismo frágil, mas com repercussões intensas, que proporciona o fato de litigantes manifestarem simplesmente a intenção de se sentarem à mesa.

Os danos do impasse entre Estados Unidos e China na economia global, incluindo os próprios, não são pequenos e já foi capaz de tornar a economia global menor e determinar avanços do protecionismo que coloca em risco os avanços alcançados pela globalização, coloca a postura defensiva em evidência e atinge fortemente os menores, os emergentes e subdesenvolvidos.

Esta guinada intempestiva do comportamento dos mercados financeiros sinaliza uma distensão em torno dos temores um tanto quanto precipitada, sem que, contudo, existam fatos concretos a fundamentá-la e provendo-a de sustentabilidade.

O arrefecimento das cautelas promove certo relaxamento na busca de ativos mais seguros, como o dólar, franco suíço, yen e o ouro, e com isto repercute nas relações paritárias entre as principais moedas e, também, sobre o desgaste havido (depreciação) das moedas emergentes.

No caso do real que está com o seu preço sobrevalorizado e ancorado na sustentação promovida pela estratégia de intervenção do BC no mercado de câmbio, correta quando oferta dólares efetivos à vista para suprir a deficiência do fluxo cambial na atualidade, mas questionável quando mixa a ação com oferta de swaps cambiais reversos, que ancora e dá sustentação ao preço, a apreciação da moeda nacional poderia ser mais intensa e compatível com a sua realidade, no nosso entendimento, após ter mudado de patamar, em torno de R$ 4,00, com viés para baixo.

Na realidade, efetivamente, nada mudou e a fragilidade pode se revelar pelo impacto de “uma palavra ou atitude” do Presidente americano na sua habitual intempestividade, e tudo mudar repentinamente.

Trump vem afirmando que as negociações ficarão mais difíceis se for reeleito, e isto é campanha eleitoral para instigar a postura “revanchista” à China pela população americana. Então, neste clima, nada poderá ser considerado improvável.

Há uma máxima no mercado financeiro global que perdura verdadeira, qual seja “o intermediário vive de giro e não de juro”, e o momento bem construído certamente eleva os montantes, os volumes, dos negócios em todos os segmentos.

A despeito da reação eufórica da Bovespa no primeiro momento, os números recentes de agosto e início de setembro evidenciam saídas de recursos de investidores estrangeiros, e este fato, acreditamos, não deve ser atribuída a aversão ao risco, mas predominantemente pelo fato das perspectivas de retomada da atividade econômica brasileira perdurar lenta e isto corrói a atratividade do país.

Da mesma forma, não acreditamos que restabeleça fluxos cambiais financeiros ao país, e então, o BC deverá continuar fomentando a liquidez do mercado à vista ofertando moeda efetiva das reservas cambiais brasileiras, num procedimento correto e pontual.

Contudo, continuamos com entendimento controverso sobre a oferta de swaps cambiais reversos, que entendemos que dá sustentação ao preço depreciado do real frente ao dólar acima do que seria o patamar normal, permitindo a ilação de que há nesta ação um objetivo de estímulo às exportações, fortemente cadentes ao longo dos últimos 12 meses, dando competitividade ao país com esta estratégia no comércio exterior, e a partir daí estimulando a atividade maior do setor produtivo brasileiro.

No nosso ponto de vista, a atitude correta do BC seria somente realizar oferta de dólares à vista no mercado, com intensidade não programática, que a nosso ver seria bastante para suprir a deficiência do fluxo cambial, e tiraria pressão sobre o custo do cupom cambial. O swap cambial reverso somente deveria ser usado no caso de ocorrer disfuncionalidade com o preço do mercado futuro ficando abaixo do mercado à vista, o que é improvável se o BC mantiver oferta à vista em adequado volume. Todavia, a persistência desta oferta valida a nossa ilação manifestada anteriormente.

Mantendo a oferta de swaps cambiais reversos o dólar retomará a apreciação no nosso mercado, após esta breve reação.

Em nosso entendimento, o mercado global, com esta atitude de exacerbação da reação em intensidade incompatível com a causa, acentuará seus riscos, visto que não há fundamentos concretos e sustentáveis amparando o fato.

É absolutamente necessário acuidade e sensatez operacional neste momento.


Sidnei Moura Nehme
Economista e Diretor Executivo da NGO

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