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Bolsa em alta dólar em queda tendência firme, agora com sinergia com o exterior!

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A BOVESPA pouco acima dos 100 mil pontos e o preço da moeda americana no nosso mercado próxima de R$ 3,80 sinalizam maior compatibilidade com a realidade brasileira neste momento pré aprovação da Reforma da Previdência, que ao atenuar a severa crise fiscal com que se defronta o país, abrirá perspectivas consistentes para a retomada da atividade econômica.

Com este perfil menos contaminado por movimentos consistentemente especulativos afetando os comportamentos de formação de preços, portanto relativamente ajustados, é natural que passem a repercutir não somente os fatores internos, mas passem a repercutir também os fatores externos.

A moeda americana, que foi foco de intenso movimento especulativo concentrado no mercado futuro de dólar, teve o seu preço distanciado da realidade brasileira, de forma alguma representava riscos cambiais fundamentados e sustentáveis tendo em vista que este é o segmento, quase único, em que o país está excepcionalmente bem defendido, e dado a expressividade da distorção reduziu em muito a sinergia com o comportamento da moeda americana no mercado global.

Agora, ao aproximar-se do seu preço efetivo de equilíbrio no nosso mercado interno no entorno de R$ 3,80, é natural que passe a evidenciar sinergia com o comportamento da moeda americana no mercado global.

Então, é até possível vislumbrar-se o preço abaixo deste patamar em consequência da fragilização da moeda americana no mercado global como consequência da forte tendência do FED vir a reduzir a taxa de juro americana.

A BOVESPA poderá ter no momento inicial o retorno de recursos externos retirados do seu pregão e deslocados internamente para renda fixa, como atestou análise do BC, visto que o momento é sugestivo para a reversão pois tende a redução do juro e propensão de ganho maior com as ações.

Mas, além disto, é plausível admitir-se que os investidores estrangeiros procurarão os investimentos nas bolsas de valores, em especial as americanas, mas também nos países em desenvolvimento o que nos leva a crer que o Brasil possa registrar expressivo incremento da presença de recursos externos.

Esta é uma semana com inúmeros eventos de influência interna e externamente, que naturalmente, sem afetar o otimismo presente no mercado interno, mas atenuando-o de forma sensata para mais observação e menos ação.

Há a reunião do G-20, sempre importante, embora não se espere que ocorra a solução para o embate comercial China-USA, que acreditamos ainda vá prolongar-se por um bom tempo. Mas haverá também pronunciamento do Presidente do FED, relevante pela sinalização que pode emitir no sentido de corte do juro americano, além de ruídos não confortantes da relação USA-Irã que pode repercutir negativamente, em especial nos preços do petróleo, índices inflacionários locais como IPCA-15.

O Brasil pode ser beneficiário de inúmeras situações enquanto o embate China-USA não é concluído, pois como temos destacado nas crises sempre há oportunidades para ganhos, e o Brasil é parceiro, mas também concorrente.

A ATA da mais recente reunião do COPOM em que foi mantida a taxa de juro SELIC em 6,5% já foi divulgada. Sanciona a percepção clara da interrupção da recuperação da atividade econômica nos trimestres recentes, o que não se constitui novidade visto que “os números falam”, mas destaca receio de que o desempenho do 2º semestre possa ficar estagnado, mas acreditamos que o governo não deva ser tão drástico como sugere o mercado. Quanto à melhora de riscos para a inflação é notório que decorre da perda da atividade econômica como causa principal, mas deixou evidente que espera inicialmente reação dos investimentos do setor privado, visto que o setor público tem capacidade limitada.

Claramente, o COPOM espera a aprovação da Reforma da Previdência para deliberar redução na taxa SELIC, visto que a inflação está acomodada, e este é um dos indutores de estímulo ao investimento privado.

O desmonte das posições “compradas” especulativas detidas pelos investidores estrangeiros está em processo de desmontagem e isto pode causar, dada a resistência à perda, alguma volatilidade, mas o viés de baixa em perspectiva é consistente e deve atingir o preço de R$ 3,80, afora os fatores externos que destacamos e que podem reduzi-lo além disto.


Sidnei Moura Nehme
Economista e Diretor Executivo da NGO

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