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Da perspectiva à realidade, bolsa superando 100 mil pontos e dólar a R$ 3,80/3,75

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Na virada do mês pontuamos que Junho poderia ser o mês da “virada” e retomada do otimismo. Ao findar-se a 1ª quinzena de junho salientamos a “Excitante perspectiva da Bovespa a 100 mil pontos e o dólar a R$ 3,80”.

Agora, ao entrarmos na reta final do mês, a despeito dos ruídos e movimentos assertivos pró desestabilização do país por parte dos que propagam ideologicamente o caos, o mercado financeiro dando inequívoca demonstração de maturidade, adequadamente neutralizando os nefastos movimentos e sobrepondo o foco na economia em detrimento da supremacia da política até recentemente predominante, promove substantiva consolidação do estado de melhora sustentável e fundamentado para as perspectivas do país ao longo do 2º semestre.

Diríamos mesmo que há tempo para que as projeções ruinosas prevalecentes até o momento para o Brasil possam passar por leituras revisionais ao longo do 2º semestre.

Há convicção de que apesar dos atropelos a Reforma da Previdência será aprovada e, com isto, melhorarão muito as condições de retomada da governabilidade com a atenuação do risco fiscal, com concomitante dinamização da atividade econômica e suas consequências como geração de emprego, renda, consumo e melhora da arrecadação pelo governo.

Enfim, o contexto ambicionado e esperado sinaliza que tem fortíssima propensão a tornar-se realidade.

O Brasil tem todas as condições de mostrar-se superior a toda desarticulação política por parte do governo e, também, por parte do Congresso Nacional, com o setor privado produtivo dando mais uma vez demonstração de superação, retomando os investimentos e voltando a propagar o otimismo e  projeções mais críveis e alvissareiras.

A reviravolta coloca agora a BOVESPA na rota de superação sustentável dos 100 mil pontos ancorados na convicção da retomada da economia nacional, que é básica no suporte de sua tendência.

Muito provavelmente, o saldo de investimentos estrangeiros na Bovespa deverá se revelar positivo neste mês de junho. Tudo leva a crer que a partir de julho será intensificada a presença dos investidores estrangeiros.

Da mesma forma,  o novo contexto desarma e desarticula o ousado movimento especulativo promovido por investidores estrangeiros sobre a formação do preço da moeda americana, especificamente no mercado de câmbio futuro, sabiamente percebido pelo Banco Central do Brasil como especulativo, que assim se ausentou de qualquer intervenção nova durante o ocorrido, e que teve nas projeções dos bancos expressadas no Boletim FOCUS a convicção de que tudo se via no preço do dólar era de um artificialismo incontestável.

Não tem sido, desde o início do movimento de exacerbação do preço do dólar,  outra a nossa projeção, que sempre flutuou entre R$ 3,75 a R$ 3,80, com a colocação exaustiva da evidência de que as contas externas brasileiras, déficit em transações correntes e soberbas reservas cambiais, representam efetiva defesa do preço da moeda, até porque em momento algum houve pressão de demanda efetiva tanto no mercado à vista quanto no mercado futuro, fato que sanciona como correta a ausência de intervenção do BC no mercado.

O preço do dólar deve encontrar o seu ponto de equilíbrio entre R$ 3,75 a R$ 3,80, com o bom risco de que a depreciação frente ao real possa ir além como fato novo, visto que a sinalização do FED de que poderá vir a reduzir a taxa de juro americana coloca a moeda americana em linha de depreciação frente às demais moedas no mercado global.

Alentadora também foi a sinalização do COPOM de que poderá reduzir a taxa SELIC tão logo aprovada a Reforma da Previdência, porém entendemos que pudesse ter promovido uma redução de 0,25% na última reunião, sinalizando sua convicção de que a Reforma será aprovada e então poderia adiante sancionar mais 0,50%. No nosso entendimento o BC deveria ter evidenciado sinergia com a percepção do mercado de melhora das perspectivas e convicção na aprovação da Reforma da Previdência.

O fluxo cambial do mês até 14 está positivo em US$ 2,761 Bi, com destaque para o fluxo financeiro que está positivo em US$ 2,671 Bi, dos quais US$ 2,054 Bi na última semana de 10 a 14,  o que é um sinal bastante alvissareiro e que pode ser o prenúncio de intensificação.

Como temos destacado é preciso observar os embates comerciais internacionais como fontes de oportunidades, visto que temos potencialidades ímpares em segmentos relevantes e poderemos tirar proveito. Nem tudo que é ruim para a China ou para os Estados Unidos é ruim para o Brasil.

O otimismo está tendo a sua sinalização a partir  do mercado financeiro, mas acreditamos que se propagará amplamente pelas atividades econômicas do país.


Sidnei Moura Nehme
Economista e Diretor Executivo da NGO

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