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IIF corta projeção de PIB do Brasil em 2018 para 1,1% com incerteza eleitoral e crise argentina

"Previsão efetiva já era de 1% nada tem a ver com eleição e sim com inércia da atividade econômica."

O Instituto Internacional de Finanças (IIF), formado pelos 500 maiores bancos do mundo, com sede em Washington, cortou a projeção de crescimento do Produto Interno do Brasil em 2018, de 2,7%, previstos em relatório divulgado em abril, para 1,1%. Em 2019, a estimativa baixou de 2,8% para 2,2%. A elevada incerteza com as eleições e a crise na Argentina são os dois principais fatores que justificam o corte da estimativa, de acordo com relatório divulgado nesta quinta-feira.

"A eleição muito disputada tem gerado dúvidas nos investidores sobre continuidade das reformas", afirma o chefe da área de análise da América Latina do IIF, Martín Castellano, no relatório. A crescente chance de um segundo turno polarizado, entre o candidato de esquerda Fernando Haddad (PT) e de direita, Jair Bolsonaro (PSL), contribui para aumentar ainda mais a incerteza sobre o cenário brasileiro para os próximos meses.

O IIF destaca que os temores dos agentes sobre as reformas, sobretudo a fiscal, aumentam quando se considera que o sistema político brasileiro é muito fragmentado, o amplo descontentamento com os partidos políticos mais tradicionais e uma economia enfraquecida. Se houver continuidade de política, o PIB deve se acelerar em 2019, ressalta o documento.

Não se pode descartar um cenário em que o próximo presidente seja incapaz de implementar as reformas, sobretudo as mais impopulares, como a da Previdência, alerta o IIF. O fracasso em estabilizar a expansão da dívida pública pode rapidamente deteriorar a confiança de investidores, empresários e consumidores e levar a alta de juros, prejudicando o crescimento.

Pelo lado positivo, o IIF destaca que o Brasil tem inflação sob controle, baixo déficit na conta corrente e patamar pequeno de dívida do governo em moeda estrangeira, além de elevado volume de reservas internacionais. "A fragilidade das contas públicas fornece espaço limitado para escorregões na política econômica e é o principal risco para o cenário", afirma Castellano no relatório.


Fonte: Broadcast Estadão
Publicado: 04 de outubro de 2018

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