Fluxo cambial líquido de 26 a 30/11 negativo US$ 2,894bi, mês negativo US$ 6,614bi

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O dia 26/11 em que o dólar foi desvalorizado 2,5% teve fluxo negativo de somente US$ 573,0 bi o que deixa evidente a ocorrência de movimento especulativo, como destacamos visto que este saldo negativo por si só era insuficiente para aquele impacto.

O fluxo cambial divulgado hoje pelo BC envolvendo o período de 26/11 a 3011 revelou-se negativo em  US$ 2,894 bilhões, sendo positivo comercial de US$ 2,388 bilhões e negativo financeiro de US$ 5,282 bilhões.

No mês o fluxo cambial líquido fechou negativo em US$ 6,614 bilhões, registrando comercial positivo de US$ 6,373 bi e financeiro negativo de US$ 12,987 bi. A posição dos bancos fechou o mês “vendida” em US$ 11,827 bi e ancorada em tão somente US$ 4,250 bi de linhas de financiamento em moeda estrangeira com recompra, absolutamente insuficiente face o montante a descoberto dos bancos, mas a alta de 2,5% ocorrida no dia 26 e atribuída a “intensa” demanda não confirmou o volume, visto que neste dia o fluxo cambial foi negativo em tão somente US$ 573,0 milhões, insuficiente para impacto daquela dimensão. Tudo leva a crer que os “comprados” no mercado futuro de dólar perceberam o vacilo do BC se fazendo tardio para suprir o mercado à vista com liquidez e especularam pontualmente com sucesso em apreciar o preço da moeda americana.

O BC deveria ter tido ATITUDE mais consistente não como intervenção, como o mercado conceitua, e sem acintes ter agido adequadamente no suprimento da necessária liquidez do mercado à vista.

O fez de forma tímida e insuficiente e assim tem dado sustentabilidade a alta que se mostra resistente a ser revertida.

Este montante de posição vendida líquida, US$ 11,827 bi, já era mais do que sugestivo de que o Banco Central do Brasil oferecesse lotes de financiamento em moeda estrangeira com recompra para os bancos mais expressivos do que os US$ 3,0 bi e mais a rolagem dos US$ 1,250 bi vincendo, havendo espaço para cautelarmente ofertar mais US$ 6,50 bi, adequando os níveis de liquidez no mercado à vista.

Aliás, os bancos desde o inicio do mês já vinham com posições vendidas crescentes, o que recomendava que o BC atuasse pró ativamente fomentando a liquidez do mercado à vista, o que não o fez inexplicavelmente.

Esta semana ofertou ontem US$ 1,0 bi, absolutamente insuficiente.

Se não fizer oferta mais volumosa nesta época de crescimento da demanda, assumindo ATITUDE FIRME pró-liquidez do mercado, o preço da moeda americana ficará “resistindo” acima de R$ 3,80 e até beirando R$ 3,90, quando todos os fundamentos, já considerando premio de risco no preço, sinalizam projeção de preço entre R$ 3,70 a R$ 3,75 ao final do ano.

É imperativo que a autoridade monetária assuma postura mais compatível com o “status” do mercado à vista de câmbio.

No ano até o fechamento de novembro o fluxo cambial está positivo em US$ 11,761 bi, comercial positivo em US$ 45,861 bi e financeiro negativo em US$ 34,110 bi.

Importante observar que há um volume líquido de cambio de fluxo cambial, data base novembro,   a ser contratado (físico maior do que contratado base 12 m), da ordem de US$ 4,712 bi, que será agregado ao fluxo comercial quando o câmbio for contratado.


Sidnei Moura Nehme
Economista e Diretor Executivo da NGO Corretora de Câmbio

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