Fluxo Cambial Brasil de 22 à 26 positivo em US$ 707mi, e no mês US$ 857mi positivo

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O fluxo cambial divulgado ontem pelo BC envolvendo o período 1-26 do corrente mês revela-se positivo em US$ 857,0 milhões, sendo positivo comercial de US$ 343,0 Mi e positivo financeiro de US$ 514,0 Mi. Na semana o fluxo foi positivo em US$ 707,0 Mi (positivo comercial US$ 851,0 Mi e negativo financeiro US$ 144,0 Mi). A posição dos bancos está vendida em US$ 2,869 Bi, já considerados e deduzidos US$ 2,150 Bi de linhas de financiamentos em moeda estrangeira com recompra tomados do BC.


A despeito das informações da B3 de retirada de investimentos em torno de US$ 1,5 Bi ao longo do mês de outubro não há sinais líquidos de saída de recursos financeiros do país, já que o fluxo financeiro do mês até o dia 26 está em US$ 514,0 Mi positivo.
No ano o fluxo cambial está positivo em US$ 18,489 Bi, comercial positivo em US$ 37,386 Bi e financeiro negativo em US$ 18,489 Bi, tendo sido este volume financeiro desfavorável pelo grande volume de saída de recursos aplicados em carteira de renda fixa (US$ 16,5 Bi nos meses de agosto e setembro) motivados pela perspectiva, posteriormente confirmada, do aumento de juro americano.

Importante observar que há um volume liquido de cambio de fluxo cambial a ser contratado (físico maior do que contratado), data base final de setembro da ordem de US$ 10,097 Bi, que será agregado ao fluxo comercial.

A posição vendida dos bancos esta em torno de US$ 5,019 Bi bruta com o suporte de US$ 2,150 Bi de linhas de financiamentos em moedas estrangeiras com recompra fornecidas pelo BC que a faz liquida em torno de US$ 2,869 Bi, pode motivar o BC a realizar nova rodada de oferta destas linhas de financiamentos aos bancos autorizados a operar em câmbio, que contudo podem utilizar suas linhas junto a banqueiros externos, mas que certamente está protegida por “hedge”. 
Não há quaisquer sinais preocupantes de fuga de capitais estrangeiros do país.

Como se pode constatar as variações na formação do preço da moeda americana, revelando em alguns momentos certa volatilidade, não refletem demanda efetiva com pressão no mercado a vista e sim decorre dos posicionamentos de “comprados” e “vendidos” no mercado futuro, algo em torno de US$ 39,0 Bi de cada lado e que se confrontam focando seus interesses, num contexto agora tendente a desfavorável para os “comprados”.


Sidnei Moura Nehme
Economista e Diretor Executivo da NGO

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