Fluxo cambial líquido positivo US$ 1,753 bi em maio

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O fluxo cambial fechado do mês de maio último apresentou saldo positivo de US$ 1,753 bi, com acentuado aumento do fluxo cambial financeiro que ficou negativo em US$ 5,126 bi, dos quais se estima que US$ 2,4 bi correspondam a saída de investidores estrangeiros da Bovespa.

A tendência é que no mês de junho seja acentuado o volume de saída de recursos de estrangeiros da Bovespa e do país, o que já vem sendo sinalizado pela intempestiva alta do preço da moeda estrangeira ao inicio deste mês em linha com expressiva pressão sobre os juros de longo prazo.

O BC tem atuado intervindo no mercado de câmbio com a oferta normal e discricionária de lotes expressivos de “swaps cambiais”, ao mesmo tempo em que o Tesouro Nacional realiza leilões buscando conter a disparada do juro futuro.

Até o momento, nem BC e nem TN logram sucesso, e entendemos que esta seja estratégia utilizada quando há um eventual movimento especulativo sobre a moeda nacional, o que tecnicamente não poderíamos cogitar visto que o Brasil tem reservas cambiais elevadas (US$ 382,5 em maio) e instrumentos operacionais para gerar liquidez na demanda de proteção e na demanda por liquidez no mercado de câmbio à vista.

No nosso entendimento o BC deveria prover o mercado de câmbio à vista de intensa liquidez com a oferta de linhas de financiamento em moeda estrangeira com recompra.

É notória a percepção de que o risco Brasil vem se acentuando na medida em que tornam evidentes a perda de atividade econômica e suas consequências e um cenário prospectivo muito complexo em torno das eleições presidenciais, que não sugere que o país possa encontrar soluções para os problemas que o afetam de forma contundente.

Para acentuar as pressões internas, as pressões externas a partir da dinâmica da economia americana com forte desempenho e todas as suas repercussões indutoras de medidas por parte do FED, após breve intervalo, estão novamente presentes.

Os bancos continuaram reduzindo suas posições vendidas, sinalizando postura bastante defensiva, já que após registrarem US$ 20,5 em final de março, as reduziram para US$ 6,3 bi em abril e agora para US$ 4,9 bi em maio. Suas posições de tomada de linhas de financiamento em moedas estrangeiras com recompra do BC estão “zeradas”.


Sidnei Moura Nehme
Economista e Diretor Executivo da NGO Corretora de Câmbio

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