Cenário-1: Ata amena traz alívio a juro e dólar respeita R$ 3,78

A leitura da ata do Copom, de que o cenário básico é de manutenção da Selic em, 6,50% ao ano, ditou baixa aos juros futuros. A trajetória é firme, com devolução de prêmios de risco e das expectativas de um ciclo de aperto monetário agressivo, a despeito do comportamento volátil do dólar e de questões político-eleitorais no radar. É que o documento reafirmou que a autoridade monetária só reage a possíveis efeitos secundários nos preços, além de repetir que a pressão inflacionária considerada "significativa" gerada pela greve dos caminhoneiros será temporária. Ainda, na ata, o Banco Central deixou clara a opção de não passar indicações sobre as próximas decisões a respeito da Selic. E isso pesa para que, apesar da queda, os DIs com vencimento no curto prazo ainda mostrem apostas de elevação de 0,25 ponto porcentual do juro básico da economia em agosto. No câmbio, o tom ameno da ata fez o dólar virar para o negativo no começo da sessão. Depois, passou a oscilar entre ligeiras altas e baixas, sem, contudo, ir muito além de R$ 3,78. O bom comportamento é atribuído ao efeito da intervenção com linha, ontem, do Banco Central no mercado, retirando neste momento a pressão gerada pela especulação. Agentes veem liquidez e, por isso, avaliam que o BC pode não ter anunciado nenhuma atuação extra para hoje, por ora. O viés de alta foi dado pelo exterior, onde o dólar avança de forma generalizada apoiado nas preocupações com disputas comerciais e em dados dos Estados Unidos. Já as bolsas de Nova York e parte das europeias encontraram espaço para se recuperar, apesar do desconforto visto nas moedas. Já a Bolsa brasileira, que havia descolado do exterior negativo ontem, hoje passa por correção em baixa, afetada por vendas pontuais de estrangeiros. O risco Lula hoje foi minimizado, pela percepção de que uma definição deverá ocorrer somente em agosto e que a análise do pedido da defesa do petista no Supremo Tribunal Federal (STF) pode ficar para depois do prazo final para confirmação das candidaturas à Presidência, que é 15 de agosto.

JUROS
Graças ao tom mais ameno da ata do Copom, os juros futuros operam em baixa desde a abertura desta terça-feira, na contramão da instabilidade mostrada no câmbio e na Bolsa. Assim como no comunicado da última reunião do comitê, a ata manteve a porta aberta para a próxima decisão, em agosto. A curva de juro, no entanto, segue precificando uma chance maior de alta de 0,25 ponto porcentual da Selic, ao redor de 80%, ante a possibilidade da manutenção da taxa em 6,50% ao ano. Antes da reunião do Copom, o mercado chegou a ficar bem estressado e a curva mostrava possibilidade maior de aumento de 0,50 pp.

"A ata mostrou que existe uma possibilidade sim de elevação de juro caso a gente tenha um cenário de maior risco de curto prazo. Mas o BC também foi claro em demonstrar que existe um colchão para absorver boa parte desse impacto", explicou Matheus Gallina, operador de renda fixa da Quantitas Asset. "E existe um prêmio de risco também que está sendo tirado da curva conforme as coisas vão ficando mais claras para os investidores", acrescentou.

Na ata, o BC diz que a evolução do cenário e do balanço de risco prescreve manutenção da Selic no nível vigente e que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade e das projeções de inflação.

"A mensagem principal é que não há urgência para mudar, apesar de não quererem se comprometer no curto prazo. Então terão que analisar a evolução do cenário de inflação para decidir sobre os próximos passos", disse Flávio Serrano, economista-sênior do banco Haitong. Em seus cálculos, a curva de juro também mostra mais chance de alta de 0,25 pp da Selic em agosto.

O BC voltou a afirmar hoje que seu cenário básico para a inflação envolve fatores de risco "em ambas as direções". Do lado do risco de alta da inflação, o BC afirma que uma "frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária".

Por outro lado, o risco de tendência de queda dos preços é apontado pelo seguinte: "possível propagação, por mecanismos inerciais, do nível baixo de inflação pode produzir trajetória prospectiva abaixo do esperado". As ideias relacionadas aos riscos repetem o que havia sido publicado pela instituição no comunicado da semana passada.

No documento, o BC diz ainda que a economia brasileira segue operando com alto nível de ociosidade dos fatores de produção, "refletido nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego". Além disso, o BC avaliou que a paralisação no setor de transporte de cargas no mês de maio "dificulta a leitura da evolução recente da atividade econômica".

"O BC avaliou a greve dos caminhoneiros como algo de efeito temporário e dividiu bem o balanço de riscos, sinalizando que subir os juros não é o cenário-base", disse Paulo Petrassi, sócio-gestor da Leme Investimentos. Segundo ele, esse cenário só deve mudar se a pesquisa Focus for "contaminada" nas expectativas para inflação. "O BC deixou claro que o que importa é a inflação", acrescentou.

Para o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, "a fraqueza da economia é mais relevante agora e não há sinais de contaminação de choque na inflação de forma permanente. Por isso não há justificativa para uma alta de juros nesse momento", disse mais ao Broadcast.

Já a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, anunciada ontem, de submeter ao plenário da Corte um recurso da defesa de Lula para que o pedido de liberdade do petista seja analisado pelo tribunal não pesa, uma vez que a análise deverá ser só em agosto e não somente pela Segunda Turma do STF, onde o mercado via maior risco, mas pelo plenário.

O IPC-Fipe, que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 1,07% na terceira quadrissemana de junho, ganhando força em relação ao acréscimo de 0,84% verificado na segunda quadrissemana deste mês.

Às 12h39, o DI para janeiro de 2019 recuava a 6,905%, de 7,000% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2020 recuava 8,37%, de 8,54%, enquanto o vencimento para janeiro de 2021 caía para 9,35%, de 9,54% no ajuste de ontem. Já o DI para janeiro de 2023 caía para 10,91%, de 11,09% no ajuste anterior.

CÂMBIO
Após abrir alinhado com a alta no exterior em meio às preocupações com o embate comercial entre EUA e China, o dólar ante o real caiu, precificando o tom ameno da ata do Copom, que apoia um recuo dos juros futuros desde cedo. A partir do meio da manhã, no entanto, a moeda americana passou a rondar a estabilidade, ora com viés de alta ora de baixa, e depois se fortaleceu um pouco momentaneamente reagindo a indicadores norte-americanos, porém, não extrapolando o teto do intervalo informal de preço que vem fechando desde o dia 20 de junho, de R$ 3,76 a R$ 3,78.

Às 12h27, o dólar à vista recuava 0,12%, aos R$ 3,7719, se descolando da alta predominante lá fora em relação a moedas emergentes e ligadas a commodities. No período, a mínima foi aos R$ 3,7622 (-0,38%) e, na máxima, subiu aos R$ 3,7868 (+0,27%).

No mesmo horário, o dólar futuro de julho caía 0,11%, aos R$ 3,7730, com giro financeiro ainda fraco, de cerca de US$ 7,561 bilhões. No período, oscilou de R$ 3,7630 (-0,37%) a R$ 3,7875 (+0,28%).

O economista e diretor-executivo da corretora NGO, Sidnei Nehme, atribui o dólar relativamente bem comportado hoje, apesar do sinal positivo em alguns momentos, à "tardia atitude do BC de fazer uma oferta de linha de US$ 3 bilhões ontem, o que pode ter expurgado a parte especulativa do viés de alta".

A moeda americana fechou em R$ 3,7766 ontem, com ligeira baixa de 0,09%, após o BC ter ofertado US$ 3,0 bilhões em linha com recompra e vendido US$ 500,0 milhões à taxa de R$ R$ 3,7760. Nessa operação, o BC assume compromisso de recompra em 2 de agosto à taxa de R$ 3,787673.

Segundo Nehme, não importa se o mercado absorveu apenas 500 milhões dessa oferta total de linha nesse primeiro momento, o que foi considerado uma fraca demanda por alguns agentes. Para o executivo, a demanda deve aumentar por linha de dólares uma vez que ainda não ocorreu integralmente a saída do País dos cerca de US$ 6 bilhões de investidores estrangeiros que já deixaram a Bolsa brasileira em junho rumo a outros ativos locais. Ele lembrou ainda que, desde maio, a autoridade vinha realizando ofertas de swap novo e já vendeu US$ 43 bilhões desses contratos e não estabeleceu um limita para suas intervenções.

Para o executivo da NGO, ao atuar com leilão de linha, o BC fixa a taxa de venda e de recompra, criando parâmetros que inibem a especulação em relação às operações com swap novo, que fixam apenas o preço de venda e deixa em aberto o valor no vencimento do contrato, abrindo espaço para especulações. Ao vender swap, o BC assume posição vendida em dólar e comprada em taxa de juros.

"Com o swap, o BC estabelece a taxa de venda ao investidor, mas a taxa de liquidação do contrato fica aberta. Assim, quanto mais alta a taxa do dólar na data do vencimento do contrato, maior será o ganho de quem compra a moeda para especular", comenta.

Para o especialista, não basta argumentar que tem arsenal, tem que mostrar na prática aos investidores locais e estrangeiros sua disposição de uso da munição para passar a mensagem e impressão de que não há risco cambial, uma vez que as reservas internacionais rondam os US$ 382,0 bilhões.

O gerente de câmbio do banco Ourinvest, Bruno Foresti, diz que o fato do BC deixar de dizer qual o montante de suas ofertas de swap ajuda a acalmar e o leilão de linha mostrou ontem que a demanda por liquidez à vista ainda é pequena. O cupom cambial curto (agosto) estava na manhã de hoje em 3,55% ao ano, ante 3,60% no fechamento ontem e 3,77% no fim da sessão de sexta-feira. Já o cupom cambial implícito nas operações de casado (diferença de pontos entre o dólar futuro e o dólar pronto) mostrava hoje um cupom cambial de 2,80% ao ano. Isso mostra que o mercado à vista esta com liquidez confortável, diz ele. Por isso, BC pode não ter anunciado nenhuma intervenção extra ainda para hoje, além da rolagem do vencimento de swap de julho (US$ 440 milhões).

O gerente de mesa de derivativos de uma gestora de recursos afirma que a influência de alta ante o real mais cedo veio de fora, com a China engrossando o tom no embate comercial com os EUA, respondendo que agirá na mesma moeda do protecionismo americano, e os indicadores norte-americanos, como o índice de atividade regional do setor manufatureiro do Federal Reserve de Richmond melhor que o esperado em junho e a revisão em alta do índice de confiança do consumidor do Conference Board de maio. Internamente, segundo a fonte, há certa cautela diante da proximidade da disputa técnica da Ptax de fim de mês, que será definida na sexta-feira.

"Os comprados em câmbio (apostaram na alta) estão segurando o dólar, enquanto o vendido acaba não tendo força para derrubar por conta de um pano de fundo de cautela local", diz o mesmo gerente. Segundo a fonte, há desconforto com os incertos desdobramentos das delações de Antonio Palocci e Marcos Valério, que podem afetar tanto o ex-presidente Lula como o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin e novas pesquisas eleitorais são esperadas para esta quinta-feira. O Ibope está em campo realizando sondagens de primeiro turno para a CNI e a TV Bandeirantes.

Mais cedo, foi deixado em segundo plano a decisão do ministro Edson Fachin de submeter ao plenário da Corte o pedido de liberdade feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A data do julgamento poderá ocorrer só em agosto, após o recesso de julho do Judiciário, e não se sabe se antes ou depois do prazo final para confirmação das candidaturas à Presidência da República. Além disso, operadores dizem que o risco de decisão favorável a Lula seria maior se o julgamento ocorresse na Segunda Turma em vez do plenário.

BOLSA
Depois de fechar em alta ontem, na contramão de suas pares internacionais, hoje chegou a vez de o Ibovespa passar por um ajuste. Assim, o principal índice da Bolsa inicia a tarde em queda, enquanto Wall Street se recupera. O descolamento hoje aconteceu após o início dos negócios em Nova York, quando a Bolsa reverteu a trajetória ascendente da abertura e migrou para o território negativo, em meio a ordens de venda pontuais por parte de investidores estrangeiros. A fragilidade do mercado acionário doméstico está ligada à falta de novidades no front local e ao volume negociado mais baixo nos últimos dias diante da Copa do Mundo, da agenda esvaziada e da falta de quórum no Congresso em meio às festividades juninas.

Às 12h30, o Ibovespa recuava 0,80%, aos 70.383,78 pontos, depois de cair 1,06% na mínima, aos 70.203 pontos. Mais cedo, pouco depois dos ajustes da abertura, chegou a superar pontualmente o patamar dos 71 mil pontos, ao avançar 0,94% na máxima (71.622 pontos). O volume negociado soma R$ 3,62 bilhões na B3, com projeção de alcançar R$ 10,6 bilhões até o fechamento.

"Ontem a Bolsa subiu um pouco com ajuda do noticiário local e hoje volta a realizar lucros. Também tem o petróleo oscilando e nenhuma novidade no radar", explica o analista Vitor Suzaki, da Lerosa Investimentos, lembrando que ontem o Ibovespa fechou em alta de 0,44%, aos 70.952,97 pontos, descolado das perdas nos mercados acionários americanos.

Ele cita como positiva a decisão do ministro Edson Fachin de submeter ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) um recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o pedido de liberdade do petista seja analisado. Isso porque a data do julgamento ainda será decidida pela presidente da Corte, Cármen Lúcia, e poderá ocorrer somente em agosto, após o recesso de julho do Judiciário. Desta forma, a análise pode ficar para depois do prazo final para confirmação das candidaturas à Presidência, que é 15 de agosto. "Não muda muito o cenário do mercado em relação a ontem, quando foi retirado da pauta do STF o pedido da defesa do Lula", avalia.

Voltando ao Ibovespa, entre as blue chips, as ações da Vale sobem 0,38% (ON), beneficiadas pela valorização de 1,73% do minério de ferro no porto de Qingdao, na China, cotado a US$ 66,62 a tonelada seca. A companhia confirmou ontem acordo firmado com a Samarco para a reparação dos danos causados ao longo da Bacia do Rio Doce pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais. A expectativa é que o acerto abra espaço para uma negociação entre Vale e BHP em torno do controle acionário da Samarco.

Sobre Petrobras, os papéis da companhia avançam 0,22% (ON) e 0,64% (PN), na esteira da alta dos contratos futuros de petróleo no exterior. O barril do WTI atingiu máximas há pouco, após a notícia de que os Estados Unidos trabalham para impedir que o Irã venda petróleo no mercado internacional. Veja mais informações em nota transmitida às 12h42 no Broadcast. 

Os investidores da estatal monitoram ainda o andamento do projeto da cessão onerosa, que pode voltar à pauta da Câmara hoje. O texto-base do projeto de lei que autoriza a estatal a vender até 70% das áreas de cessão onerosa na Bacia de Santos (SP) foi aprovado na semana passada, mas três destaques ficaram pendentes. Como o quórum da Casa tende a ser baixo por causa das festas de São João no Nordeste, é provável que a conclusão fique para semana que vem.

MERCADOS INTERNACIONAIS
As bolsas em Nova York e na Europa tentaram se recuperar nesta manhã, após uma sessão negativa ontem, embora a cautela com os riscos ao comércio internacional siga no radar, em meio a novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Sem prejudicar as bolsas, as disputas comerciais influíram no câmbio, com valorização generalizada do dólar, decorrente também de dados econômicos do país, que apontam para melhora na atividade. Já no mercado de Treasuries, os retornos tiveram viés de alta, antes de um leilão. Entre as commodities, o petróleo ficou sem sinal único, em meio a notícias do setor e após a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de elevar a oferta, e o cobre também não mostrou muito impulso, com tendência negativa ao ser pressionado pelo dólar forte.

Após a forte baixa de ontem em Wall Street, quando o Nasdaq caiu acima de 2%, as bolsas americanas tiveram um início de sessão mais positivo, embora com fôlego modesto. Continuam a chamar a atenção dos investidores os riscos para o comércio. Mais cedo, Trump renovou pelo Twitter a ameaça de impor tarifas a veículos da União Europeia, que segundo ele mantém tarifas e barreiras injustas para produtos americanos. O presidente americano ainda atacou a americana Harley-Davidson, após a empresa decidir retirar parte de sua produção dos EUA para driblar tarifas impostos pelos europeus em retaliação às anunciadas anteriormente por Trump. Para ele, isso retirará a "aura" das motocicletas da companhia, que enfrentará tarifas "como nunca antes".

Nas bolsas americanas, após uma abertura em alta, os índices mostravam pouco fôlego, mas tentavam firmar alta. O setor de tecnologia se destacava, após o tombo de ontem, mas ações de bancos caíam. Às 12h20 (de Brasília), o Dow Jones subia 0,23%, o Nasdaq avançava 0,29% e o S&P 500 tinha alta de 0,23%. Em Washington, a Suprema Corte decidiu manter o veto de Trump à entrada de cidadãos de alguns países de maioria muçulmana. A notícia poderia ainda influir no setor de tecnologia, onde empresas defendem com vigor a necessidade de atrair talentos de todo o mundo, mas ao menos por enquanto não atrapalhou a recuperação nesses papéis em Nova York.

Na Europa, o movimento nas praças foi em geral positivo, mas montadoras em Frankfurt recuaram, após a nova ameaça de Trump a empresas do setor sediadas na União Europeia. A Bolsa de Londres fechou em alta de 0,37%, Frankfurt recuou 0,29% e Milão avançou 0,30%.

No câmbio, o dólar se recuperava, após recuar ante moedas fortes ontem, mostrando força também diante de divisas de países emergentes e ligados a commodities em geral. Na agenda de indicadores, o índice de atividade regional do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de Richmond subiu de 16 em maio a 20 em junho, acima da previsão de 14 dos analistas. Já o índice de confiança do consumidor do Conference Board recuou de 128,8 em maio a 126,4 em junho, ante expectativa de 128,1, mas ainda em patamar considerado positivo nessa pesquisa. Logo após os dois dados, o dólar se fortaleceu ante as moedas fortes. No horário citado, o dólar avançava a 109,90 ienes e o euro recuava a US$ 1,1668.

No mercado de Treasuries, os retornos tiveram viés positivo ao longo da manhã, antes de um leilão de US$ 34 bilhões em T-notes de 2 anos do Tesouro americano, que terá resultado divulgado às 14h. O juro da T-note de 2 anos caía a 2,524%, de 2,532% no fim da segunda-feira, e o juro da T-note de 10 anos avançava a 2,879, de 2,876%, no horário acima.

A moeda americana em geral mais forte pressionou o cobre, onde operadores também monitoraram os desdobramentos para o comércio global. O contrato do metal para julho recuava 0,03%, a US$ 2,9865 a libra-peso, na Comex.

No caso do petróleo, houve volatilidade, com investidores ainda ponderando sobre a decisão da sexta-feira da Opep de elevar sua oferta. Não está ainda claro, porém, o patamar exato do aumento buscado, que poderia ficar entre 600 mil a 1 milhão de barris por dia. Além disso, ficaram no radar notícias sobre problemas na produção no Canadá e na Líbia. No horário mencionado, o petróleo WTI para agosto subia 0,95%, a US$ 68,73 o barril, na Nymex, e o Brent para setembro, contrato mais líquido, tinha alta de 0,12%, a US$ 74,64 o barril, na ICE.

ngo na midia agencia estado Fonte: Agência Estado
Autor: Luciana Antonello Xavier, Silvana Rocha, Ana Luísa Westphalen e Gabriel Bueno da Costa
Data de publicação: 26/06/18

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