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“Caiu a ficha”! Mercado sinaliza ter agilizado alta da B3 e depreciação do dólar!

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Devagar também é pressa, diz um velho ditado, e parece que esta percepção ganha corpo agora no mercado financeiro, em especial em torno da valorização ocorrida na B3 e depreciação do preço do dólar, e, por não ter sido considerado ocorrem correções de ajuste.

O otimismo com o novo governo é compreensível ancorado na melhora das expectativas, mas é preciso serenidade para conter a euforia visto que do anseio à realidade há uma longa e dura trajetória que terá sérios percalços e assim tudo deve acontecer ao seu tempo, sem precipitações para que não ocorram desapontamentos.

Como temos salientado, a economia real continua a mesma de antes, havendo de novo o Congresso renovado e a expectativa sobre as reformas e seus teores que serão apresentadas pelo governo.

Portanto, o contexto está carente de fatos concretos novos para que alavanque as expectativas de forma efetiva, e, então, justificar e fundamentar movimentos mais intensos na B3 e no preço do real frente ao dólar.

A B3 dá evidências de que perde o ímpeto altista e o dólar retoma capacidade de apreciação frente ao real, sinalizando correção de movimentos exacerbados no tempo, visto que os fatos que poderão ser determinantes devem demandar quase todo o presente semestre.

Tudo sugere que esteja ocorrendo um movimento corretivo dos exageros havidos, e ao invés de se reconhecer que a causa é interna e de reavaliação, busca-se atribuir o fato ao discurso do Presidente Trump, discussões China-USA, etc...

O fator determinante real no nosso entendimento da correção está no Brasil mesmo e a percepção de que ainda vai levar um bom período para que ocorram fatos novos concretos além das intenções e anseios.

A reforma Previdenciária, “estrela maior” entre tantas outras necessárias deve ser apresentada e cumprir todo o rito em comissões no ambiente do Congresso Nacional, para então ser submetida ao plenário, onde se espera forte embate e debates com interferências corporativistas e ideológicas. Não se deve ter expectativa de que algo seja fácil.

O sensor mais imediato é observarmos o fluxo cambial que sinaliza ou não o ingresso dos investidores estrangeiros, ansiosamente aguardados, e a leitura dos números deixa evidente que permanecem reticentes em direcionar seus recursos ao Brasil.

O fluxo cambial fechou janeiro com míseros US$ 55 Mi de saldo positivo, tendo apontado positivos US$ 552,0 Mi no fluxo financeiro. E fevereiro, em seu primeiro dia teve um fluxo positivo de US$ 650,0 Mi , sendo positivo no financeiro US$ 699,0 Mi. Os bancos continuam no mercado à vista com posição vendida total de US$ 24,151 Bi e mantendo agora somente US$ 10,985 Bi de linhas de financiamento em moeda estrangeira com recompra tomado do BC, visto que da posição vencida em 4/2 de US$ 6,2 Bi só aceitaram rolar US$ 4,925 Bi do total ofertado pelo BC, o que, de certa forma, causou estranheza.

Tivemos oportunidade de salientar ontem que entendemos que caso ocorra uma forte valorização na B3 e apreciação do real frente ao dólar, de forma precipitada e sem fundamentos concretos, a B3 pode ficar “cara” para o investidor estrangeiro e ser desestimulante, ainda mais com o preço do dólar fora do ponto de equilíbrio para o quadro atual.

Há, portanto, neste ambiente predominante de otimismo, espaço para a ocorrência de desapontamento decorrente de precipitações.

Desde que o FED deixou evidente a sua mudança relevante de postura em relação ao juro americano o contexto ficou muito interessante para os países emergentes, mas pontualmente sinalizamos que o Brasil, na atualidade, tem suas travas e assim pode não colher tão rapidamente quanto se espera as benesses desta situação.

Há a crise fiscal e há necessidade de viabilização de mecanismos para diminuir seus impactos neutralizantes na atividade econômica, e este é o desafio do novo governo e este fato é a trava maior que pesa negativamente sobre a atratividade do Brasil.

Desta forma, acreditamos que a B3 possa passar por período de menor brilho e algumas correções e o preço do dólar retorne ao patamar em torno de R$ 3,75.

É preciso manter o otimismo, mas fundamentalmente dar tempo ao tempo para que as coisas aconteçam se possível dentro das melhores expectativas.

“Sacar” sobre um futuro ainda com muitas dúvidas e incertezas pode causar desapontamentos onerosos, principalmente se os investidores estrangeiros retardarem muito os seus ingressos ou mesmo se deixarem de vir.


Sidnei Moura Nehme
Economista e Diretor Executivo da NGO

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