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Câmbio tende a estabilizar preço em novo intervalo até superação de incertezas

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Ontem tivemos oportunidade de salientar que a queda ocorrida de 4% no preço do dólar no nosso mercado de câmbio, na primeira semana do ano, não deveria ser creditada a eventual efeito “Bolsonaro” dada o exíguo tempo de governo e até porque as expectativas, dúvidas e incertezas internas e externas permaneciam as mesmas da última semana do ano.

Expusemos nosso entendimento a respeito do movimento estratégico, havido ao longo do último mês de 2018, focando o alcance de uma taxa Ptax por parte dos bancos mais defensiva para não alcance do lucro máximo em seus balanços sobre as posições detidas no mercado cambial, visto o risco reversivo presente pelas incertezas que ainda permeiam a formação do preço no nosso mercado.

Ocorrido o ajuste à efetiva realidade do preço de equilíbrio da taxa cambial para o momento, o mercado de câmbio insinua estabelecer um intervalo de preço entre R$ 3,70 a R$ 3,75, sem viés acentuado nem para apreciação e nem depreciação dada a ausência ainda de fundamentos críveis e sustentáveis que possam sancionar tendência.

O novo governo demonstra as intenções já anteriormente sinalizadas, mas que permanecem carentes de efetivação, portanto o quadro da crise fiscal perdura e requer medidas concretas, além de estar entabulando ações de natureza política com o intuito de angariar apoio para as proposituras que pretende apresentar e esta atitude acaba ficando seccionada em suas tratativas visto que o Congresso Nacional está em período de transição de parte de seus integrantes.

Este cenário presente provoca um hiato em negociações que posterga as tomadas de medidas mais concretas para um pouco além do que a ansiedade predominante sugere e anseia, mas é uma situação imponderável.

Naturalmente, o clima persiste de otimismo, com intensos ruídos por parte da imprensa sobre todos os fatos e falas em torno de manifestações por parte do governo, por vezes até de forma perturbadora para um governo que está tomando assento há tão somente uma semana, mas tudo sugere que a imperiosa sensatez que o momento requer vai predominar e então o preço da moeda americana tende a se situar no intervalo mencionado, até que ocorram fatos e movimentos concretos que incrementem tendências sustentáveis.

No cenário externo é foco de observação o comportamento da economia americana e a postura do FED que já sinalizou que pode rever suas diretrizes anunciadas caso um novo contexto surja como imperativo.

O embate USA-China segue tendo rodadas de debates e negociações e ontem após o encerramento de reunião comercial o preço do dólar registrou recuperação, hoje pela manhã sinalizava índice em 95,422 pontos com alta de 0,20%.

Os dados recentes da China vem causando apreensões.

Mas o cenário global convive com enormes incertezas que passam pela Alemanha, Brexit, Itália, USA, China e pelas preocupações acerca de eventual redução da liquidez internacional, que poderia afetar de forma mais intensa as aspirações dos países emergentes.

Enfim, há incertezas internas e não menos intensas externas, portanto é preciso muita observação antes de se estabelecer perspectivas efetivas e assertivas para este ano.

O que se espera, pelo menos no curto prazo, é muita observação e contenção de ações efetivas, o que, no nosso entender, deverá criar certa estabilidade no preço do dólar entre R$ 3,70 a R$ 3,75 e certa contenção no ímpeto de alta da Bovespa, que depende de sinais mais concretos de medidas efetivas no campo econômico.

Enfim, sem perda do otimismo, mas com predominância da sensatez.


Sidnei Moura Nehme
Economista e Diretor Executivo da NGO

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