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Visão externa sobre o Brasil melhora, mas prêmio de risco pesa no preço do dólar

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A visão em perspectiva em torno do novo governo melhora de forma persistente e consistente, o CDS Brasil repercute o fato e, embora haja inúmeros pontos carentes de melhor definição por parte do programa de gestão, há um otimismo que, por vezes, provoca certa exacerbação pelo imediatismo.

Colocamos ao final de outubro que vemos o mês de novembro com dólar e B3 tendente a “andar de lado”, e embora a B3 tenha registrado alta entendemos que não sustentável, havendo no nosso entender um movimento ordenado de alta combinado com realização de lucros pelos estrangeiros, e este movimento não se funda em aversão à risco, mas tão somente defensivo, já que o sensato antes de impulsionar um movimento forte de alta é ter maior clareza sobre o programa de governo e as estratégias sugeridas para suplantar a expressiva crise fiscal presente no país.

Portanto, não mudamos de ponto de vista em torno do comportamento da B3 neste mês de novembro.

O preço da moeda americana só conseguiu descontaminar-se do movimento especulativo absolutamente infundado ocorrido desde meados de agosto até final de setembro e que por isso não se sustentou, mas que ainda tem como conteúdo no seu preço uma participação do prêmio de risco, que somente será passível de expurgo ao longo do 1º trimestre, muito provavelmente, quando houver, a exemplo do que já mencionamos em relação a B3, melhor evidência do programa de governo e a viabilidade de medidas efetivas focadas na superação da crise fiscal.

Não há neste momento como expurgar-se o “prêmio de risco” agregado na formação do preço da moeda americana no nosso mercado. A taxa de R$ 3,70 é a referencial aglutinando este preço e poderão ocorrer discretas oscilações no seu entorno.

A questão central que potencializa o prêmio de risco é a crise fiscal com a qual o país convive e para a qual não há solução fácil, o que implicará na necessidade absoluta de reformas, em especial da previdência, que ensejarão muitos debates e discussões, que poderão se alongar até ao longo do 1º semestre.

Esta realidade é uma trava na apreciação do preço do dólar e na expansão da dinâmica altista da B3.

Todos sabem que o país precisa ser “reconstruído” para poder reativar de forma crível sua atividade econômica, motivar investimentos, gerar empregos e renda.

Também é notório que o cenário global já não será tão benigno aos países emergentes como o foi até recentemente, sendo prevista redução da liquidez internacional, redução da atratividade pelo risco em emergentes tendo em vista que, em especial, os Estados Unidos hoje é o grande concorrente dos investimentos com os emergentes, e está em vantagem por ter promovido forte atrativo com a reforma tributária que formulou e que tende a reter ou reduzir investimentos em economias menores e, até mesmo, provocar o refluxo de investimentos nestas economias.

O momento sugere sensatez, embora mantendo o otimismo, sem precipitar tendências mais acentuadas, pois não seriam sustentáveis até que sejam conhecidos detalhes maiores dos integrantes do novo governo e as estratégias efetivas e concretas para restabelecer a dinâmica da atividade econômica e as ações concretas visando superar a crise fiscal.

Urge que o Presidente eleito Bolsonaro e o futuro Ministro da Economia definam, sem perda de tempo, o novo ou a manutenção do Presidente do Banco Central do Brasil e reafirmem claramente o propósito de romper os paradigmas e torná-lo independente.

O momento é de observação com sensatez.


Sidnei Moura Nehme
Economista e Diretor Executivo da NGO

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