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Propensão à reversão na Bovespa e no dólar cresce e pode ocorrer com volatilidade

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A intensificação dos riscos externos a partir da manifestação do Presidente do FED impacta nas perspectivas dos países emergentes, e a  tendência de maior rigor nas elevações do juro americano face ao aquecimento da economia, num momento em que o Brasil pratica juro reduzido e com clamores de que reduza mais, pode impactar no fluxo de recursos externos, predominantemente especulativos, forjados a partir de operações de “carry trade” já que reduz as margens de ganho.

Afora isto, o país gradualmente tende a entrar num clima político mais ríspido, bastante indefinido, e sem, ainda, ter uma estratégia de superação da dramática crise fiscal, agravadas com as incertezas da devolução ao Tesouro dos R$ 130,0 Bi pelo BNDES, e que podem impor a quebra da regra de ouro e complicar muito a elaboração da peça orçamentária para 2019, quando o país já terá novo governante.

Há uma mescla de fatores que passarão a conspirar contra o otimismo predominante evidenciado pelo comportamento da Bovespa e pela depreciação do preço do dólar, e que passam pelos vetores externos, mas também pelos internos, fazendo com que seja crescente a influência das questões políticas nas questões econômicas, que poderão determinar posturas mais conservadoras por parte dos investimentos na conta capital.

O PIB brasileiro confirmou as previsões e ficou em 1%, nada entusiasmante,  mas suficiente para registrar que o processo recessivo foi estancado. Ficou  certo desapontamento com o final do ano muito abaixo do esperado e praticamente estagnado, sinalizando menor força em 2018.

Para a população ainda predomina o sentimento inquisitivo, do tipo “houve melhora onde que eu não vi”, mas os números marcam que parou de piorar, e há sinais, ainda que discretos, de perspectivas melhores.

Há uma crença sendo fortemente propagada de que o PIB cresça 3% neste ano de 2018, até um pouco mais, porém é preciso que vários fatores convirjam dentro das expectativas, e esta é a questão, pois há muitas incertezas e dúvidas em torno das dificuldades fiscais presentes e as preocupações em torno da questão eleitoral, ambas com grande capacidade de impacto nos ânimos da atividade econômica.

Porém, há muitos dados até decepcionantes e que são extremamente relevantes, como formação de capital fixo, voltando a predominar a potencial importância do negócio agropecuário, consequente da excelente safra de 2017.

Falta sinergia entre os dados das atividades e seus indicadores, sendo que a uniformidade de tendências é que dá consistência a sustentabilidade do crescimento.

No quesito desemprego nada a comemorar, o PNAD continuo evidencia 12,7 milhões de brasileiros desempregados, montante ao qual deve ser acrescido 5,0 milhões na faixa do “desalento”, que desistiram de procurar emprego, não inclusos naquele dado do PNAD.

Este é um dado preocupante,   pois o crescimento do PIB em 2018 está muito dependente da elevação do consumo familiar.

O fluxo cambial do mês, até 23, está negativo em US$ 2,691 Bi, com as saídas financeiras líquidas em US$ 5,027 Bi e os ingressos comerciais líquidos em US$ 2,336 Bi, mas no ano ainda está positivo em US$ 5,372 Bi. Os bancos estão com posições vendidas no montante de US$ 17,747 Bi havendo um saldo líquido de ingressos a terem câmbio contratado de US$ 13,726 Bi final de janeiro. As reservas cambiais brasileiras estão pelo critério de liquidez internacional de US$ 382,520 Bi, havendo US$ 5,0 Bi de linhas com recompra fornecidas aos bancos. Liquidamente as reservas estão em US$ 378,499 Bi.

Como destacamos ontem, acreditamos que ocorrerá  reversão gradual, porém desenvolvida cautelosamente, o que determinará um período de volatilidade com viés de baixa na Bovespa com a retirada parcial dos recursos externos especulativos e elevação gradual do preço do dólar, embora com o BC ativo no esforço de administrar a taxa para não ter impactos inflacionários.

Incertezas e dúvidas deverão ter maior foco na medida em que o país não consegue viabilizar solução para a questão fiscal e com o crescimento das discussões em torno da questão eleitoral.


Sidnei Moura Nehme
Economista e Diretor Executivo da NGO

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