NGO-CambioNews grd

COPOM/BC reduz SELIC à mínima, mas tem visão tênue prospectiva sobre riscos!

Como era esperado, o COPOM/BC reduziu a taxa SELIC à mínima histórica, se bem que o país continua praticando taxas de juros em algumas linhas entre 250% e 350% anuais e os reflexos nas demais linhas de crédito ao consumo tem baixa sinergia com a SELIC, , o que é um grande contraditório e o efeito assim é, para a população, mas psicológico do que efetivo.

Mas de toda forma impacta em dispêndios do governo com a dívida pública e em linhas de financiamentos que concede de forma seletiva.

O COPOM/BC destaca:

O conjunto dos indicadores de atividade econômica divulgados desde a última reunião do Copom mostra sinais compatíveis com a recuperação gradual da economia brasileira;

O cenário externo tem se mostrado favorável, na medida em que a atividade econômica global vem se recuperando sem pressionar em demasia as condições financeiras nas economias avançadas. Isso contribui para manter o apetite ao risco em relação a economias emergentes;

O Comitê julga que o cenário básico para a inflação tem evoluído, em boa medida, conforme o esperado. O comportamento da inflação permanece favorável, com diversas medidas de inflação subjacente em níveis confortáveis ou baixos, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária.

O diagnóstico parece sensato e perceptível no momento, exceto em relação à inflação sobre a qual persiste um sentimento, devido o contumaz reajuste de preços de itens relevantes para a economia popular afetando portanto a população, e, também considerando que a inflação nos produtos alimentícios vem sendo controlados a partir de uma eficiente administração do preço do dólar pelo BC, fazendo-o “home made” um tanto incompatível para um país emergentes com expressivo problema fiscal.

Também menciona:

O Comitê ressalta que seu cenário básico para a inflação envolve fatores de risco em ambas as direções. Por um lado, a combinação de (i) possíveis efeitos secundários do choque favorável nos preços de alimentos e da inflação de bens industriais em níveis correntes baixos e da (ii) possível propagação, por mecanismos inerciais, do nível baixo de inflação pode produzir trajetória prospectiva abaixo do esperado. Por outro lado, (iii) uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária. Esse risco se intensifica no caso de (iv) reversão do corrente cenário externo favorável para economias emergentes.

Entendemos que nestas considerações o COPOM/BC mitigou intencionalmente as possíveis tensões com o ambiente eleitoral no próximo ano, bastante presumíveis, e mudanças mais relevantes na política monetária americana, como elevação do juro e, também, os efeitos de valorização do dólar no mercado internacional decorrentes da reforma tributária americana.

A inflação brasileira pela medição do IPCA que, segundo o governo e seus seguidores mais próximos formadores de opinião, tende a 3% este ano se configura muito vulnerável para o ano que vem, pois todo o contexto recuperatório da economia brasileira ainda é muito vulnerável.

Com o juro real do país se situando em torno de 3% uma elevação do juro americano poderá drenar recursos hoje aqui alocados e o dólar mais forte no mercado internacional não poderá deixar de ser sancionado no nosso mercado, mesmo com todo empenho do BC com intervenções com swaps, fornecimentos de linhas aos bancos, etc... e se insistir em continuar administrando o preço tornando-o mais desalinhado ainda poderá incentivar as importações de bens de consumo que concorrerão com os nacionais e até semiacabados como ocorreu num passado não muito distante.

O setor do agronegócio tem expectativas menores em relação a safras, mas convive com a perspectiva de preços melhores, e naturalmente, a taxa de conversibilidade será um fator relevante.

É importante que o clima de otimismo seja preservado, mas exacerbá-lo sem ter foco mais apurado com riscos de desestabilização do cenário torna-se perigoso.

Os ventos externos estão favoráveis aos emergentes, mas este não é um fato amplamente generalizado. Cada qual tem os seus riscos próprios e o Brasil que tem um confronto permanente entre o econômico e o político, causador de intranquilidade constante, já deu início às campanhas eleitorais para o ano que vem e estas não têm sido confortáveis, acarretando preocupações.

Desta forma, entendemos importante a redução da SELIC, embora não consideremos sustentável a trajetória de baixa devido a inflação ter perspectiva de numa medição mais efetiva ser maior, e ainda que não seja pelos índices oficiais, existindo efetivamente corrói a renda e diminui a propensão ao consumo.

O dólar tem a perspectiva de impactos externos, seja pela valorização no mercado internacional decorrente da reforma tributária americana, ou seja pelo refluxo de investimentos especulativos que pode ocorrer se ocorrer elevação do juro americano, num ambiente no Brasil de juro real de 3%.e que pressionará o preço local da moeda americana.

Temos preconizado, contra a corrente predominante, ao longo das últimas semanas de que é preciso sensatez e precaução não se deixando levar pelo otimismo plantado e orquestrado.

Hoje temos um bom reflexo do que temos apregoado. Bolsa realizando lucros, em especial por parte dos estrangeiros, dólar em alta repercutindo os reflexos e incertezas sobre a questão política em torno de apoios ao governo predominando.

Nada nos surpreende, temos sinalizado a sensatez!!!

 

Mesa: (11) 3291-3260    |    Tel: (11) 3291-3266    |    Fax: (11) 3106-4920

Ouvidoria

0800 777 9504

ATENDIMENTO

de segunda a sexta-feira

das 09h00 às 18h00

ouvidoria@ngo.com.br

Acompanhe a NGO
ngo-icon b-facebook  ngo-icon d-rss  ngo-icon c-twitter 

ngo-icon a-logo