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Os sinais do mercado, economia e perspectivas sugerem revisão nas projeções!

A Bovespa evidencia que pode estar entrando numa fase de maior realização, o que implica em saída de estrangeiros a exemplo do que já ocorreu em novembro.

O dólar ainda resiste “home made” por parte do BC, que o administra com leilões de linhas e swaps, mirando prioritariamente na contenção inflacionária oriunda dos alimentos exportáveis, mas que nesta fase do ano pode ser um enorme incentivo para as importações de bens de consumo concorrentes dos produtos nacionais.

A tensão em torno da reforma da Previdência perdura, com o governo utilizando todos os meios de assédio aos parlamentares e seus partidos. Inegavelmente, é necessária a aprovação para por fim a privilégios, em especial do funcionalismo público.

Se a não aprovação poderia ser impactante na questão fiscal ainda bastante deteriorada, a contrapartida que aponta o governo – aumento da carga fiscal – seria absolutamente negativa e desincentivadora a economia na medida em que impactaria no relativo otimismo presente e na propensão a investimentos do setor produtivo.

Por outro lado, é importante e extremamente relevante que não se perca de vista as eleições Presidenciais e para o Congresso que serão realizadas no próximo ano, mas cuja efervescência já se tornou presente em 2017. A inquietação com a ausência de nomes noves factíveis é um desalento e isto causa efeitos nas perspectivas relativas a melhora da economia em 2018. As tensões podem inibir investimentos e afastar os estrangeiros até que a cena se torne mais clara.

Não há como se fazer projeções prospectivas neste momento com razoável sustentabilidade, sem considerarmos as eleições presidenciais como um grande  risco dada a indefinição e a pressuposta tensão no entorno.

A SELIC hoje deve ser reduzida para 7%, um marco histórico e assim o governo Temer conquista um desejado troféu, mas nos parece excessivamente otimista a projeção que possa ser reduzida além deste piso, pois a inflação percebida é muito superior a indicada pelo órgãos governamentais que está em torno de 3%, absolutamente irreal se confrontarmos preços de produtos essenciais na economia popular.

O crédito para as empresas ainda não retornou como se esperava, visto que as taxas precisam ser reduzidas, o que leva os bancos a fazerem fluir o crédito em linhas de maior rentabilidade e com spreads maiores.

Para a pessoa física o crédito está retornando mais a custos que não guardam nenhuma sinergia com a taxa SELIC.

Então, consideramos que muito embora bem plantadas e orquestradas as projeções atuais para o ano que vem, será necessário um “choque de realidade” indispensável.

É factível realização mais forte de lucros na Bovespa e, embora com grande intervenção do BC com o auxílio dos bancos, o dólar deverá buscar um preço mais equânime com o quadro do Brasil, até porque se valorizará também no mercado internacional com a reforma tributária em andamento promovida pelo governo Trump.

 

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