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Governo está refém e sabe que “não há almoço de graça” com a base!

O fisiologismo quando adotado como prática na obtenção de apoio político tende a se tornar rotina e cada vez mais exigente.

É algo tão nefasto como a corrupção.

O governo sente isto “na pele”, pois tendo criado o vício negocial com o Congresso se vê cada vez mais acuado e mais exigido, e não dispõe de tanto para fazer face as aparentes exigências parlamentares.

Notoriamente, o governo não tem votos suficientes para aprovar a reforma da Previdência, importantíssima para amenizar o assombroso desequilíbrio fiscal nas contas do país.

O vício negocial se agrava quando à frente se vislumbra desgastes para os parlamentares em ano eleitoral, já que as reformulações contidas na reforma da Previdência causam desgastes, embora absolutamente necessárias, até para que não haja o colapso nas contas públicas e até no funcionamento da Previdência cumprindo suas obrigações.

Este impacto de realidade corrói o otimismo precipitado e orquestrado por setores da economia e de formadores de opinião que parece que foram envolvidos pelo clima habilmente construído pelo governo e seus parceiros mais próximos, deixando a nú a realidade do país que não contém a gastança endêmica contumaz, governo após governo.

Então, a economia que dava seus sinais iniciais de recuperação ainda não sustentável pode perceber mais claramente agora que não existe o clima do “já ganhou” e que a trajetória para tirar o país dos escombros haverá um longo e preocupante período.

Afinal, quem está politicamente comprometido com os legítimos interesses do país?

A ação política dos parlamentares é neutralizante para o país e para sua atividade econômica, e nefasta neste ambiente de governo fragilizado por inúmeras denúncias, que o leva à prática à larga o fisiologismo.

Mas na reforma da Previdência o voto a favor pode representar perda de eleitorado, então as exigências tendem a serem maiores ou até não existir pela inconveniência da exposição pública.

E, não passa despercebido o fato de que a reforma trabalhista vem ganhando oposição dos próprios juízes trabalhistas, que chegam ao ponto de contestá-la como inconstitucional.

Então, denota-se que todo o euforismo com Bovespa e preço do dólar apreciado com foco na manutenção da inflação oficial em bases reduzidas, construindo assim “um troféu” para o governo ostentar publicamente, por não ser efetivamente real e sustentável dá imediatos sinais de inquietação e promove correções imediatas.

Temos salientado a necessidade da sensatez nesta fase que atravessa a economia brasileira que busca por sí própria recuperar-se convivendo com um conturbado ambiente político.

Há melhoras, mas os riscos de retrocesso são verdadeiros e presentes, como se verifica pelos acontecimentos atuais.

Bastou ficar mais evidente a fragilidade do governo em conquistar o apoio político para aprovar a reforma da Previdência e o mercado financeiro operou o triplo do normal na Bovespa impondo-lhe uma “modesta” queda de 1% e o preço do dólar já foi apreciado em quase 1%.

O BC já sentiu que pode vir “chumbo grosso” por aí e deve rolar US$ 10,0 Bi de swaps, mas se o governo não conseguir avançar na conquista de apoio para aprovar a reforma da Previdência, a revoada da Bolsa poderá se acentuar e o preço do dólar ser apreciado buscando sua realidade efetiva.

Assim, atenção no ambiente político e suas repercussões na Bovespa e no preço do dólar são absolutamente necessários, dentro da linha que temos preconizado de que é preciso sensatez, porque nada está resolvido ou é sustentável no Brasil atual.

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