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Riscos presentes podem abalar otimismo e impactar negativamente!

Esta parece ser uma correta síntese do que temos propagado alertando para a necessidade de sensatez.

“Parece que a tempestade passou, mas a bonança está longe de chegar. O fim da recessão econômica e a maior confiança de que o atual presidente terminará o seu mandato trazem algum alívio ao sentimento de insegurança. Contudo, as dificuldades para aprovar as reformas estruturantes, o desequilíbrio fiscal e as divisões político-partidárias mostram que ainda é cedo para sair do estado de alerta. Possivelmente, é isso que reflete o resultado do IIE-BR em novembro”, afirma o economista Pedro Costa Ferreira da FGV\IBRE.”

A aprovação necessária e imprescindível da reforma da Previdência parece empacar e corre o risco de não ser aprovada ou se for concedendo mais ajustes nos seus termos. Isto representa risco real para a manutenção do otimismo presente, que está bastante exacerbado.

A questão partidária e a dificuldade do governo agregar apoios em torno da aprovação deixam bastante evidente a fragilidade e falta de base de apoio sustentável, colocando em risco todas as demais reformas que forem planejadas.

Naturalmente, investidores nacionais e estrangeiros não deixam de reagir a este ambiente negativo, por mais que verbalmente interlocutores projetem e propaguem avanços e melhoras na economia.

Alguns dados recentes parecem mais alinhados com a realidade de momento do país.

O IIE-Br (Índice de incerteza da Economia) da FGV subiu 1,8 pontos entre outubro e novembro passando de 111,0 pontos para 112,8 pontos, pequena reversão após recuo de 31,5 pontos nos últimos cinco meses antecedentes. Mas de toda forma sinaliza uma possível mudança de humor.

O IPP (Índice de preços ao produtor) da FGV apontou inflação de 1,79% em outubro após 1,50% em setembro e somente 0,29% em agosto, numa evolução preocupante e demonstrando aquecimento que poderá repercutir com o tempo na ponta do consumo.

O IGP-M subiu 0,52, o que parece mais alinhado com a percepção que se tem, e no ano ainda aparece negativo em 0,86%, o que não parece efetivamente real e bastante fora do ponto.

O ICS da FGV (Índice de Confiança de Serviços) retrocedeu 0,1% influenciado exatamente pela situação atual de negócios.

Enfim, sinais indicam que a incerteza da economia volta a crescer.

Quanto ao emprego é esperado que o período natalino contribua para a criação de vagas, embora temporários.

O saldo do fluxo cambial do ano evidencia saldo de US$ 7,581 Bi, mas tem ainda a consolidar registro de US$ 11,176 Bi (Exp. US$ 21,190 Bi Imp. US$. 10,014 Bi) que tem câmbio a ser contratado. Isto o elevará para US$ 18,8 Bi aproximadamente, bom, mas não tão expressivo quando consideramos o exuberante resultado da balança comercial, deixando evidente que houve volumosa saída de recursos financeiros do país.

A taxa SELIC deve ser reduzida para 7% na próxima reunião, um pouco baixa para país emergente e que tem uma inflação oficial baixa, mas a percepção popular é de que está bem acima.

Os Estados Unidos podem surpreender elevando a sua taxa de juro e isto pode promover um deslocamento de recursos para o mercado americano, ainda mais se persistirem as dificuldades do governo para aprovar reformas, e em perspectiva um ambiente bastante conturbado em torno das eleições presidenciais.

O indicador mais sensível é a taxa de câmbio que no momento vem sendo administrada pelo BC com a parceria dos bancos, e assim contribuindo para manter a inflação, principalmente dos alimentos, baixa, mas que poderá reverter esta tendência com os riscos presentes.

Como se vê as ponderações do economista da FGV postas ao início desta abordagem parecem retratar com muita clareza o momento atual.

Não se pode descartar que o dólar comece a recuperar preço e a Bovespa passe por um período mais acentuado de realização de lucros.

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