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Otimismo não deve desconsiderar hipóteses contrárias! E, se?

Nada do que se propaga com enorme otimismo, e, no qual grande parte do governo e do mercado financeiro acredita pode ser considerado como definitivo e sustentável. Há muitos anseios transformados em projeções que são colocados como viáveis, sem que se observem os fatores adversos presentes e futuros. Não há fundamentos verdadeiramente sustentáveis.

O país está tentando sair dos escombros deixados de 2014 até mesmo 2016, mas notoriamente enfrenta fatores antagônicos, com destaque para o enfrentamento político, que o obriga ao fisiologismo desgastante, e ainda assim sem conquistar base sustentável no Congresso, o que é perturbador.

A reforma da Previdência ainda não conquistou aderência que garanta ao governo sua viabilização, está difícil a despeito da sua relevante necessidade, e, é bem possível que se conseguir apoio necessário tenha que fazer novas concessões reduzindo suas conquistas objetivadas.

O governo central registrou o 1º superávit primário em seis meses no mês de outubro, algo como R$ 5,2 Bi, com fatores pontuais dando origem, mas as contas públicas acumulam déficit primário de R$ 103,2 bilhões.

Para o orçamento do ano que vem especula-se que precisará cortar R$ 21,0 Bi, e em contraposição há perspectivas de inúmeras emendas congressistas elevando as despesas. Um corner? Notoriamente os políticos não pensam o Brasil e sim os seus interesses, ainda mais em ano eleitoral.

A SELIC deve ser na semana próxima reduzida de 7,5% para 7%, mas não se pode deixar de considerar a possibilidade de uma inflexão no 1º semestre de 2018, passando do período expansionista para um período contracionista. Não se pode desconsiderar que 2018 terá um processo eleitoral presidencial que poderá ser tenso e elevando riscos e temos a política monetária americana sob nova direção que poderá contrariar interesses dos emergentes, em especial o Brasil, e que já sinaliza possibilidade de elevação do juro americano em dezembro, num momento em que o Brasil está reduzindo a SELIC.

Há ainda expressivo desemprego no país e uma expressiva capacidade ociosa da economia, fatores que precisam se ajustar, mas que demandam tempo e medidas assertivas por parte do governo, que contudo estará em transição e até o momento muito nebulosa.

Como temos salientado há baixa sinergia intersetorial na economia. Indicadores são díspares entre si não permitindo que sejam considerados tendências ou seja não consolidam o nível de otimismo atual, é preciso considerar que não há verdades absolutas.

A percepção, o sentimento, em torno da inflação real é muito maior do que a que vem sendo apurada pelo governo e seu círculo de apoio, em especial o mercado financeiro, enquanto para o contexto Brasil atual a taxa cambial está fora do ponto.

A propensão ao investimento é baixa a despeito do juro cadente no Brasil, mas nem tanto na prática, a ocorrência de eleições presidenciais no próximo ano cria um hiato nas decisões dos nacionais e dos estrangeiros. Afinal, o que virá por aí.

O dólar com preço fora do ponto inibe investidores estrangeiros não especulativos, mas pode estimular em algum momento importações de bens de consumo que podem competir com a indústria nacional e corroer seus sinais de recuperação.

É preciso considerar que a alta da Bovespa, turbinada por estrangeiros e nacionais, pode ser afetada pela mudança de humores seja decorrente do cenário externo, seja do cenário nacional, assim como o preço do dólar na atualidade e muito menos acreditar que a inflação real seja esta que vem sendo divulgada com ênfase e euforismo.

O governo precisa de troféus para mostrar, mas é preciso ter cuidado pois falta convicção em torno do que se observa por ser tudo muito prematuro e sem sustentabilidade.

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